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Farmacologia: diversidade no mercado de trabalho 

Disciplina está na grade curricular de vários cursos - até psicologia

por Heloisa Valente
fotos: Newton Santos/divulgação

Trabalhar em laboratórios desenvolvendo medicamentos fitoterápicos, atuar com pesquisa, dar aulas ou atender ao público em um balcão de drogaria são alguns exemplos de atuação profissional de quem é especialista em farmacologia. Mas afinal, quem pode ser um? Farmacologia é a ciência que estuda as substâncias químicas desde sua origem até o efeito no organismo dos seres humanos e dos animais. “Não há curso de graduação em farmacologia, ela é uma especialização que pode ser feita por profissionais, geralmente da área da saúde, como farmacêuticos, médicos, enfermeiros ou outras como biologia e química”, explica Ana Alice Dias, farmacêutica e doutora em farmacologia.

Também há campo para atuação na indústria de medicamentos, em pesquisas de novos produtos e no acompanhamento de pacientes, afinal eles são abastecidos com substâncias que trazem efeitos para organismo. “Conhecer seus princípios ativos, orientar sobre reações adversas e possíveis interações entre medicamentos e com alimentos são práticas do profissional especialista na área”, conta.

Parte da grade curricular
Ela destaca que a disciplina de farmacologia é parte da grade curricular de cursos como farmácia, medicina, medicina veterinária, odontologia, nutrição, fisioterapia e até psicologia. “Todos esses estudantes conhecem a farmacologia, direcionada para cada curso”, afirma Ana Alice (na foto de destaque).

A remuneração da atividade é outro ponto diverso e apresenta grande variação salarial. “Tudo depende do ambiente no qual o profissional está inserido. O mercado não contrata um farmacologista e sim um farmacêutico, um biólogo, um químico ou qualquer outro profissional que tenha a especialização. Assim, se ele trabalha na indústria, por exemplo, ganha de acordo com aquela categoria; ao passo que a atuação em pesquisa ou universidade tem outro patamar”, exemplifica.

Atualmente, Ana Alice é docente na Universidade Nove de Julho do Curso Farmácia e Bioquímica das disciplinas Farmacologia e Farmacoterapia e Supervisora de Estágio nas Áreas de Dispensação e Atenção Farmacêutica, mas já atuou durante quatro anos em drogarias.

Do outro lado do balcãoAdriana Oliveira Fernandes Silva - Drogaria SP farmacologia
E é exatamente nessa área que trabalha Adriana Oliveira Fernandes Silva, farmacêutica da filial no bairro da Liberdade da Drogaria São Paulo, na capital paulista. “Iniciei meu trabalho em drogaria como auxiliar de reposição. Acompanhando o dia a dia da loja, me interessei pela área e resolvi fazer o curso superior de Farmácia e Bioquímica”, conta.

Em sua rotina estão atividades como orientação ao cliente, auxílio aos balconistas na dispensação de medicamentos e o controle de receitas de medicamentos especiais (psicotrópicos e antibióticos). “É uma grande responsabilidade orientar pessoas sobre o uso adequado da medicação, a fim de contribuir para o tratamento correto e evitar a automedicação. Tudo isso é motivador e nos faz avaliar a importância do trabalho diariamente”, afirma Adriana.