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Um mundo de oportunidades na área de eventos

Carreira é uma das mais dinâmicas e já existe até curso de graduação

por Heloisa Valente
foto por Ailton de Oliveira

Sem sombra de dúvidas, trabalhar com eventos é uma das carreiras mais dinâmicas do mercado. O leque de opções é tão grande que a profissão tem exigido cada vez mais especialização. Já existe curso de graduação na área: Tecnologia em Eventos, com duração de dois anos e que forma tecnólogos para atuar em eventos sociais, culturais, esportivos, corporativos, entre outros.

Mais do que ter um diploma no segmento, o importante nesse setor é o planejamento, o conhecimento do cliente e o foco nos resultados. A receita parece simples e igual a de muitas outras profissões. Por isso mesmo, os profissionais que trabalham com eventos defendem cada vez mais especialização para garantir boa produtividade.

E ela pode vir também em forma de pós-graduação em áreas como marketing, jornalismo, relações públicas, publicidade, administração, recursos humanos, entre outras. Esse é o caso de Isabela Serpa, profissional de eventos da VAGAS.com, que cursa pós em marketing na ESPM. Na grade curricular existe uma disciplina voltada à organização de eventos.

Para quem não é fã de rotinas
Sua formação é em publicidade, mas ela direcionou a carreira para área de eventos atraída pela diversidade. “É um trabalho que não tem rotina e onde estamos em contato com assuntos e pessoas diferentes todos os dias”, diz. Além disso, ressalta que o segmento oferece sempre a oportunidade de viajar e explorar lugares. “Esse desafio de correr atrás de novas ideias é sempre motivador”, afirma Isabela.

Isabela Serpa, profissional de eventos da VAGAS

O eixo Rio-São Paulo, principalmente a capital paulista, concentra a maior parte dos eventos (congressos e feiras) realizados no País. No entanto, Isabela destaca que a região Nordeste cada vez mais tem atraído os olhares dos profissionais da área.

Na VAGAS.com ela divide o departamento de Eventos com mais duas profissionais, todas das áreas de Comunicação Social. “Trabalhar com eventos é trabalhar com a visibilidade de marcas”, define. Em seu cotidiano ela organiza desde eventos internos (festas de final de ano, junina e outras datas comemorativas), além dos focados em carreiras, e dos externos – como feiras e congressos em parcerias com entidades e empresas.

Isabela Serpa profissional de eventos“Cuidamos do planejamento, execução e do pós-evento”, diz. É responsabilidade da equipe o levantamento de recursos (patrocínios), temário (conteúdo, palestrantes), execução (contratação de fornecedores) e mensuração de resultados – por meio de pesquisas de satisfação aplicados aos participantes dos eventos realizados.

Qualificação é bem-vinda
Luciano Roberto de Castro Munari, professor do curso de pós-graduação em Administração e Organização de Eventos do Senac, explica que a área atrai muitos aventureiros que não têm qualificação específica para desenvolver um trabalho técnico no setor. “É muito diferente você organizar um casamento ou um congresso direcionado a carreiras profissionais”, diz.

Para obter bons resultados no segmento, ele destaca que o primeiro passo é ter em mente qual deverá ser o campo de atuação do profissional. “Prospectado esse cenário é hora de fazer um estudo mercadológico para definir estratégias e as melhores ações”, conta.

Normalização do setor é vital
Nesse sentido, ele afirma ser de fundamental importância a iniciativa da Abeoc – Associação Brasileira das Empresas Organizadoras de Eventos, em parceria com o Sebrae e a ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas, de criar uma normalização para o setor.

O programa de qualificação das empresas terá regras específicas da ABNT que garantem padrão de qualidade aos eventos desenvolvidos no Brasil. “É um setor que busca excelência tanto nos serviços prestados como na formação dos profissionais”, ressalta Munari.

O professor acredita que o mercado de eventos tende a cada vez mais se profissionalizar e abrir novas oportunidades de trabalho. Além da diversidade dos campos de atuação, as pessoas buscam salários atrativos e que estão em plena expansão. Muito comum também é a remuneração extra por produtividade, metas e bônus.

Munari estima que, em média, quem ingressa na área tenha salários por volta de R$1,3 mil. Já o profissional que tenha uns três ou quatro anos de experiência pode receber entre R$4 mil e R$5 mil por mês.