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Estatístico: no mundo das probabilidades

Por Udo Simons

Dizem que “estatístico nunca se compromete com nada”. Que “nunca assume totalmente que uma hipótese é verdadeira”. Quem diz isso são os próprios estatísticos, quando querem fazer piada do ofício. Omar Abbara, de 29 anos, explica:

“Nosso trabalho é com a imprecisão dos fatos. Enquanto a matemática trabalha com a relação exata, a estatística trabalha com a imprecisão.”

Ou seja, variações de média, métricas, amostragens, probabilidades, variâncias, inferências, sobretudo cálculos, muitos cálculos, fazem parte do cotidiano desses profissionais. Tudo isso para conseguir organizar, planejar, analisar toda e qualquer situação da vida.

Omar Abbara: “Nosso trabalho é com a imprecisão dos fatos”

Não há limite para a aplicação da estatística. Ela é uma ciência que, por natureza, não termina em si. É aplicada como ferramenta para qualquer área do conhecimento humano.

“Análise é palavra-chave de nossa profissão. Analisamos probabilidades”, comenta Omar. Por isso, é da essência estatística observar o erro no resultado dos cálculos. Em certa medida, o erro sempre é levado em consideração. Para quem acompanha os processos eleitorais essa afirmação é bastante familiar. É a famosa “margem de erro” e seus “pontos percentuais para mais ou para menos”.

Formado em Economia pela Universidade de Campinas, Omar optou por ser estatístico antes do fim da graduação. “Até certo ponto, minha decisão foi tardia”, lembra. Ele começou a se ver como parte dessa profissão ao entrar no mestrado em Estatística, também na Unicamp. Se o ofício é de imprecisão, ao menos a opção de Omar é precisa:

“Eu tenho a certeza de ser estatístico. Seja por minha atividade profissional; seja por meu perfil pessoal. Olho o mundo por probabilidades.”

Há quatro anos ele é Analista de Risco na Risk Consultoria, empresa especializada em análise de risco de fundos de investimento. Em resumo, ele acompanha a variação das ações no mercado, identifica pontos críticos ou possíveis indicadores de perda de rentabilidade e gera complexas planilhas financeiras com resultados e previsões de ganhos. São horas e mais horas de conferência de dados e recálculos para minimizar distorções nos resultados. “Há uma série de modelos estatísticos aplicados ao mercado financeiro. Este setor tem um potencial gigantesco de trabalho. Principalmente depois da crise econômica de 2008”, garante Omar.  Mas não é fácil fazer parte disso. É preciso estudar muito e continuamente. “Tem de gostar de matemática, de raciocínio lógico e de cálculo.”

Dicas de carreira de Omar:

  • Gostar de raciocínio lógico
  • Gostar de matemática
  • Dedicação para os estudos
  • Atenção
  • Poder de concentração