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Qual profissão seguir: Que tal engenharia têxtil?

Profissionais da área lidam com processos e produtos da indústria fabril

por Marcus Lopes 

A engenharia é uma carreira que oferece diversas oportunidades além das modalidades clássicas, como a civil e a elétrica. Uma delas é a engenharia têxtil, que agrega estudantes aptos a lidar com processos e produtos da indústria fabril. Em um momento que a indústria brasileira passa por um processo de modernização tecnológica, esse aluno pode virar um profissional bastante requisitado.

“O mercado é muito amplo, existem diversas possibilidades de atuação e o engenheiro têxtil é a pessoa que tem papel determinante no desenvolvimento tecnológico e econômico do setor”, explica a professora Camilla Borelli, coordenadora do curso de engenharia têxtil do Centro Universitário da FEI, em São Bernardo do Campo (SP), um dos mais tradicionais do País na área.

O curso dura cinco anos. Nos primeiros 12 meses, o aluno estuda matérias básicas de engenharia. A partir daí, ele frequenta disciplinas específicas, como fibras, malharia, tecelagem, tinturaria, controle de qualidade e desenvolvimento de produto. Há também laboratórios de tecnologia da fiação, confecção e beneficiamento têxtil.

Gerenciamento de negócios
Na área administrativa, o aluno estuda matérias como controle de produção e qualidade, e gerenciamento de negócios. Temas atuais, como a globalização dos negócios, o crescimento sustentável e as questões ambientais, também fazem parte da grade curricular das universidades.

Ao concluir o curso, a pessoa estará habilitada para trabalhar em indústrias têxteis, de equipamentos e de máquinas têxteis, de produtos químicos e insumos, automobilística e aeroespacial. Na área de design, pode atuar com moda em tecido nos mais diversos segmentos, como fitness e lingerie. Isso sem contar o magistério e as consultorias para empresas do ramo.

“É um mercado extremamente carente de profissionais capacitados. Infelizmente não há uma procura muito grande, até mesmo por desconhecimento do curso e das possibilidades de desenvolvimento tecnológico do setor”, diz Camilla Borelli, que cita alguns números que mostram a grandiosidade do ramo no Brasil, onde a indústria têxtil se instalou há mais de dois séculos: com cerca de 30 mil empresas, é o quinto maior produtor têxtil do mundo, além de ser o segundo maior produtor e o terceiro maior consumidor de denim (tecido do jeans) do planeta.

“O Brasil é, ainda, a última cadeia têxtil completa do ocidente. Só nós temos desde a produção das fibras, como plantação de algodão, até os desfiles de moda, passando por fiações, tecelagens, beneficiadoras, confecções e o varejo”, explica a coordenadora da FEI, que dá algumas dicas aos jovens talentos.

“O profissional que estiver atento às tendências tecnológicas e mercadológicas, e estiver bem preparado, não vai demorar para alcançar posições elevadas e de destaque na carreira”, diz.

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