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As possibilidades de trabalho do engenheiro florestal

Profissional encontra oportunidades nos meios públicos e privados

por Guss de Lucca

É normal que profissões pouco conhecidas ganhem notoriedade quando suas áreas de atuação tornam-se assuntos de interesse comum. Graças ao meio ambiente, tema cada vez mais relevante, muitos ofícios acabaram ganhando a importância devida. É o caso do engenheiro florestal.

Foi a busca por um serviço que unisse retorno financeiro com qualidade de vida que motivou Antônio de Souza Chaves, morador de Viçosa, em Minas Gerais, a cursar Engenharia Florestal. Apaixonado pelo contato com a natureza, ele aos poucos enxergou na profissão uma maneira de conciliar dois assuntos de seu interesse: tecnologia e meio ambiente.

“O engenheiro florestal pode atuar em muitos setores, seja dentro de empreendimentos florestais, indo da plantação até a parte industrial, seja no poder público, num órgão fiscalizador e secretarias ambientais”, explica. Chaves começou a carreira realizando inventários de florestas plantadas e nativas.

Antônio de Souza Chaves engenheiro florestal

Uma das atividades desse estágio, realizado para uma empresa de celulose, envolvia medição em campo com foco na madeira utilizada para a fabricação de papel. “Nós realizávamos o planejamento medindo a circunferência dos troncos e calculando altura e volume das árvores”, explica ele, ressaltando a importância do engenheiro florestal em empreendimentos que consumam madeira, como o carvão mineral das siderúrgicas.

Setor florestal
“Apesar da queda que houve para todas as ramificações da engenharia após 2009, o setor florestal hoje tem oportunidades, principalmente na área da celulose, que melhorou depois da crise, assim como a das madeireiras com foco em polpas e essências usadas em medicamentos – elas estão empregando muitos engenheiros”, salienta.

Outro ponto forte do setor para Antônio é o empreendedorismo com foco na prestação de serviços, como o desenvolvimento de pesquisas para novos produtos. “No momento o setor florestal não chega nem a 10% do PIB nacional e temos um potencial grande a ser explorado”, diz o engenheiro, que após se formar engatou um mestrado em análise de recursos hídricos e abriu a própria empresa.

Questionado sobre o tempo gasto por um profissional em campo e no escritório, ele afirma variar muito de acordo com a atividade realizada. No caso de um servidor público que trabalha na fiscalização, o período passado no campo pode chegar até a 70% do total. “Já na iniciativa privada a tendência é que ele se torne um gestor de projetos, ficando mais no escritório, onde pode otimizar o uso de recursos naturais e financeiros.”

O interessado em entrar no mundo da engenharia florestal precisa de uma formação decente e amor pelo meio ambiente. “Tem que gostar do que faz, saber tomar decisões e estar ciente que vai enfrentar desafios em relação ao setor no país.”