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Cresce a demanda por engenheiros eólicos

Profissionais devem ter conhecimentos específicos e conhecer bem o setor

por Marcus Lopes

Em tempos de ameaça de apagão e conscientização ambiental, a energia eólica é uma das grandes apostas para o setor de energético brasileiro nos próximos anos. Junto com ela, cresce a demanda por engenheiros eólicos, uma modalidade ainda pouco explorada no ramo da engenharia, mas com boas perspectivas de ascensão.

A energia eólica é a transformação da energia do vento em outras fontes energéticas, como elétrica e mecânica. Fatores como a crise hídrica dos últimos dois anos impulsionaram o setor. Em 2015, a oferta de energia eólica no Brasil deve crescer 60%, segundo a Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeolica). Regiões como o Nordeste e o Vale do São Francisco , que concentram grande parte das usinas eólicas, apresentam as melhores oportunidades para quem pretende se dedicar ao setor.

Turbinas
Instituições como o Senai oferecem cursos de especialização em energia eólica voltados para formados de nível técnico ou superior. O curso do Senai, que possui carga horária de 172 horas, contempla disciplinas como fundamentos de geração eólica, manutenção de turbinas e engenharia civil na construção de parques eólicos.

“Um engenheiro especialista poderá trabalhar em todas as fases de desenvolvimento de uma usina eólica, desde a pesquisa das melhores áreas para instalação de uma usina até contribuir para os processos de operação e manutenção das máquinas instaladas”, explica a presidente da Abeeolica, Elbia Silva Gannoum.

Segundo ele, o profissional também deve estar preparado para atuar na comercialização e regulação de energia elétrica, além da gestão de contratos de comercialização de energia.  Ele também pode se especializar em softwares que fazem projetos e análises de potenciais eólicos nas regiões de interesse.

Expansão
“A profissão está em expansão, do mesmo modo que a fonte eólica. A perspectiva é que a fonte cresça expressivamente nos próximos anos, uma vez que a indústria eólica encontra-se em um patamar consolidado de maturidade e o planejamento energético feito pelo governo e empreendedores aponta a permanência deste crescimento”, afirma Gannoum.

Com os ventos soprando a favor, em poucos anos, de acordo com os especialistas, a modalidade de engenharia eólica deve estar consolidada na maioria das universidades que oferecem cursos de engenharia.

“Apesar da formação básica estar ligada às engenharias tradicionais, como civil elétrica e ambiental, os profissionais devem ter conhecimentos específicos dos dispositivos das máquinas eólicas e conhecer bem o setor”, diz a presidente da Abeeolica, que dá dicas para quem pretende seguir a carreira: “É necessário estar atento às tendências do setor elétrico. Existem muitos cursos no Brasil e no exterior com foco em energia eólica. Em função do atual cenário de crise energética, esse tipo de profissional será cada vez mais requisitado.”

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