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Uma engenheira de sistemas brasileira na Justiça de Portugal

Por Fernanda Bottoni

Apaixonada desde cedo por matemática, mas sem paciência para muita teoria, a brasileira Angela Loureiro, de 35 anos, decidiu ser engenheira. Ela cursou Engenharia de Sistemas e Informática na Universidade do Minho, em Portugal, país onde mora até hoje. Começou a estagiar no último semestre do curso em uma empresa que fazia sistemas de informação para a indústria. Em princípio, foi difícil para ela lidar com a insegurança. “Eu não sabia se estava desenvolvendo um novo sistema da forma correta”, confessa.

Foi logo no início que ela percebeu que precisava ser proativa. “Também aprendi a separar o que preciso saber e o que posso pesquisar quando necessário”, conta. Com o diploma nas mãos, foi contratada como consultora pela Accenture, onde trabalhou por nove anos. Seu último projeto na empresa foi para a direção-geral da Política de Justiça do Ministério da Justiça de Portugal. “Quando comecei nesse projeto não sabia nada sobre a Justiça e precisei aprender sobre temas que eram completamente estranhos para mim”, conta. O aprendizado foi tão grande que ela acabou sendo contratada pelo cliente.

Hoje, ela é consultora do Ministério da Justiça daquele país. Ela normalmente trabalha das 9h às 19h, com intervalo de uma hora para o almoço, mas, dependendo da urgência de algumas tarefas, precisa prolongar a jornada ou abrir mão do final de semana. “São situações pontuais que acontecem”, diz. Suas tarefas estão relacionadas com a manutenção do sistema de informação das estatísticas da Justiça – estudo da qualidade de dados, evolução do sistema, análise de alterações legislativas relacionadas com a informação existente no sistema, gestão de equipe etc.

Para Angela, o mais complicado do seu trabalho é gerir as expectativas das pessoas quando ocorrem problemas com o sistema que impactam no trabalho delas. “É angustiante porque, nessas horas, temos que administrar a ansiedade dos outros profissionais e ainda resolver o problema rapidamente. Nem sempre é fácil.” A parte boa, ela diz, é a possibilidade de conhecer e aprender sobre novos temas que estão relacionados com a situação atual do país.

Dicas de carreira de Angela

  • É preciso estar sempre atualizado, ser muito proativo e gostar de trabalhar em equipe.
  • Para quem trabalhar com desenvolvimento de sistemas, é necessário conhecer o negócio, saber o que se pretende que o sistema faça, como irá se comportar e quem irá utilizá-lo.
  • Existe muita informação na internet sobre programação, que pode complementar o que se aprende na faculdade. O importante nesse complemento é pesquisar muito e distinguir o que é informação útil e correta.