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Engenharia de Produção está em alta no mercado brasileiro

Profissionais da área contam como é vivenciar esta profissão

por Fefa Costa
fotos de Rogério Montenegro

Cálculos, conhecimentos técnicos e matemática em tudo, com certeza estamos falando de Engenharia. Mas, acrescentar qualidade, produtividade e gestão de projetos e pessoas ainda não foge desta carreira quando falamos nos profissionais de Engenharia de Produção.

Em 2013, Engenharia de Produção foi considerada uma das carreiras em alta no mercado com o piso estipulado pelo CREA em 6 mil reais (para profissionais em recém formados) podendo chegar a 35 mil (para profissional sênior, com mais de 15 anos de experiência).

O diferencial

“Além de entender de sistemas e máquinas, o engenheiro de produção procura entender o ser humano e suas relações de trabalho”, explica o professor José Abrantes, docente da Universidade Estadual do Rio de Janeiro – uma das primeiras a oferecer o curso no Brasil, ainda na década de 70.

Ele destaca a importância dos engenheiros sempre estarem atentos ao número “cinco” que, segundo ele, é o número mágico da Engenharia. Cinco anos de curso, cinco anos para ganhar experiência e dez anos para atingir o nível sênior.

Há mais de 15 anos como professor e atuante no mercado desde 1977, Abrantes define a carreira dos engenheiros de produção como “especial”, além de seus profissionais serem capazes de atuar em todos os segmentos.

“É uma engenharia especial, ela prepara o futuro engenheiro para aumentar o faturamento e a produtividade de qualquer indústria ou comercio. Mas, o bom profissional tem que estar atento. Falar inglês para entender e ser compreendido. Saber se relacionar com aplicativos de informática voltados à engenharia, também faz diferença.”

A formação em Engenharia de Produção

 

Produtividade e pessoas: uma relação que cabe ao engenheiro traduzir em processos. O estudante Tiago Augusto Bento está cursando a faculdade de Engenharia de Gestão Industrial da Universidade Federal do ABC e acredita estar no trilho certo.

No ensino médio, optou pelo curso técnico em Contabilidade. Na hora de escolher um curso superior, buscou um que valorizasse seus conhecimentos.

“Pensei até em cursar Direito. Mas quando vi a grade de gestão, tive certeza que era a minha escolha. O curso exige o mesmo que qualquer engenharia. Mas, exige também, algo além do conhecimento técnico.”

Quanto ao mercado, Tiago não se assusta. Segundo ele, muitos de seus colegas de universidade já estão atuando na área, há muitas ofertas e basta ficar atento as oportunidades. “Não pode esperar se formar para começar a trabalhar. Quanto mais experiência, melhor o mercado.”

Mercado: do chão de fábrica à consultoria

O horizonte de um engenheiro de produção possui muitas possibilidades. Mas, em todas elas, a aptidão individual é fundamental para o sucesso. Um fator importante a ser observado: diversos profissionais da área fizeram cursos técnicos durante o ensino secundário. Reforçando a importância do conhecimento técnico para se dar bem no mercado.

Alan Teixeira era técnico em edificação. Aos 26 anos, entrou para faculdade. O curso era Direito, mudou para Engenharia de Produção – que mais se aproximou de seu ideal profissional. Ainda como técnico, transformou uma área problemática da empresa que trabalhava na mais rentável, aplicando conhecimentos em qualidade e gestão. Formado e atuante no mercado, recomenda a formação técnica para aqueles que buscam um diferencial profissional.

 

“Transformar um ambiente improdutivo sem qualidade em um ambiente produtivo com qualidade é o foco do engenheiro de produção. Saber da técnica e da teoria para aplicá-la na rotina da empresa com qualidade de produção e resultados. Acabar com a cultura Gabriela no chão da fábrica do eu nasci assim, só sei fazer assim, vou morrer assim.”

Hoje, ele está organizando a Associação Brasileira dos Profissionais da Engenharia de Produção, uma forma de regulamentar e apoiar a classe. A idéia vai de encontro às necessidades da carreira, que tem amplos segmentos de atuação. Por isso, precisa de suporte para que a relação de trabalho seja mais coerente.

“Seja para ser analista, coordenador ou consultor, se há exigência da formação de engenheiro, a remuneração prevista para engenharia deve ser respeitada.”

Ter noção de negócios

Link Costa fez curso técnico em eletromecânica. Ainda estudando, foi estagiar em uma empresa de logística e posteriormente em outra de tecnologia da informação, áreas que sempre o atraíram. O conhecimento adquirido pela experiência profissional foi natural na hora da escolha pela Engenharia de Produção.

Outro ponto de atração era uma formação com possibilidades interessantes e que não se limitassem apenas às industrias. Quando formado, em 1999, o conhecimento técnico ajudou em sua ascensão profissional e atribui à visão empreendedora, um diferencial para um mercado em expansão.

 

“Não tive dificuldade em encontrar colocação. Apesar de ser um curso antigo, o mercado encarava a Engenharia de Produção como nova. Ainda hoje há muitas oportunidades. Mas tem que se atualizar e não ter medo do novo para aproveitá-las.”

Costa foi um dos primeiros engenheiros a atuar em uma empresa de consultoria, com pouco mais de dois anos de formado. “Eu acreditei que era capaz e a empresa investiu em mim. Uma parceria que deu muito certo. Hoje vejo muitos engenheiros atuando nessa área que é promissora para quem está seguindo carreira.”

Destaca como fundamental o engenheiro sempre ter noção dos negócios em que sua empresa está inserida e, em parceria, buscar avanços.

Com mais de 12 anos de carreira, atua como consultor e enxerga o mercado com otimismo para quem prima pela boa qualificação e a constância em estar uma passo adiante, imerso nas novidades. “A engenharia de produção me ajudou a abrir portas.”

Confira mais informações sobre a carreira em engenharia da produção no Mapa VAGAS de Carreiras.