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Mercado aquecido para o engenheiro de materiais

Boa formação e capacidade de se atualizar rendem excelentes colocações

por Marcus Lopes

O engenheiro de materiais é o profissional que na atua na criação ou produção de materiais que serão utilizados na fabricação de todos os bens de consumo e duráveis que conhecemos. É o ramo da engenharia voltado para a pesquisa de materiais e de novos usos industriais aos já existentes.

O mercado de trabalho, assim como em outros setores da engenharia, passa por um bom momento e a tendência é que permaneça abrindo novas e boas oportunidades no futuro. O recém-formado pode atuar na pesquisa, criação e aperfeiçoamento de resinas, plásticos, cerâmicas e ligas metálicas. Pode atuar ainda em equipes multidisciplinares de engenharia e seleção de materiais para projetos mecânicos, elétricos ou civis. Um bom exemplo ocorre na indústria automotiva.

“O projeto de um carro seguro e, ao mesmo tempo, econômico, depende da seleção, processamento e aplicação de materiais que aliem segurança e baixo peso. Essa é uma das habilidades do engenheiro de materiais. Ele pode, então, atuar tanto em equipes multidisciplinares quanto trabalhar em equipes altamente especializadas de desenvolvimento de novos materiais ou de processos de obtenção e fabricação de materiais”, explica o coordenador do curso de Engenharia de Materiais do Centro Universitário da FEI, Rodrigo Magnabosco.

Física experimental
O curso tem duração média de cinco anos e os dois primeiros são dedicados às disciplinas básicas da engenharia, como cálculo, física experimental e química industrial. A partir daí, serão estudadas matérias mais específicas, como análises térmicas, processamento de materiais, recursos minerais e meio ambiente, materiais naturais e biomateriais.

Também há aulas de plano de negócios – como colocar um produto no mercado. Nos períodos finais há estágios e, durante a maior parte do curso, aulas práticas em laboratórios. Atualmente, o mercado de trabalho está mais concentrado na região sudeste, com o grande número de indústrias de metalurgia, plásticos e cerâmica em São Paulo, e no polo petroquímico do Rio de Janeiro. Em Minas Gerais, o destaque é a indústria mineradora. No Nordeste, há boas oportunidades na Bahia, onde se concentra o polo de Camaçari, e na indústria da construção civil.

“O profissional que alia boa formação conceitual à capacidade de se atualizar sempre encontra excelentes colocações”, afirma Magnabosco. Segundo ele, o mercado de trabalho busca sempre aqueles profissionais com sólida formação teórica e capacidade de aplicação das teorias envolvidas em sua formação na aplicação e desenvolvimento de materiais.

Cenários tecnológicos
“Capacidade de dialogar num mundo globalizado e de adaptar-se a novos cenários tecnológicos é outra habilidade buscada pelas empresas”, completa o coordenador da FEI. Fluência em outro idioma, como o inglês, tornou-se uma necessidade básica. “Buscar a especialização, com o título de mestre e doutor em engenharia, é um diferencial importante para os que buscam os ramos tecnológicos da profissão e para aqueles que pretender migrar para a área gerencial”, afirma o professor.

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