Home > Carreiras > Engenharia Civil > Versatilidade: a marca da engenharia civil hoje

Versatilidade: a marca da engenharia civil hoje

Profissionais podem atuar em áreas que vão do escritório ao campo

por Guss de Lucca
fotos por Ailton de Oliveira

Poucas profissões estão tão presentes na nossa vida quanto a engenharia civil, cujo profissional é responsável por projetar, gerenciar a construção e manter em funcionamento diversos tipos de edificações e infraestruturas, de residências a portos e aeroportos.  Parte desse universo há mais de uma década, o engenheiro civil Diogo Ramos disse que a facilidade com exatas foi o ponta-pé inicial na descoberta da profissão. “Na adolescência já tinha interesse por obras e infraestruturas. Quando chegou a hora de definir o que cursaria, vi que além de ser o que mais se aproximava dos meus interesses, a engenharia civil me dava opção de trabalhar em muitas áreas”, explica.

De acordo com ele, hoje é possível encontrar melhores oportunidades de empregos e profissionais trabalhando em outras áreas, como bancos, onde atuam como peritos, ou mesmo dentro das universidades. “Eu poderia trabalhar como projetista, como perito em análises de condomínios ou até mesmo trabalhando como servidor público”, reflete Ramos. Há 13 anos trabalhando na Cyrella, o engenheiro, que possui MBAs em Tecnologia e Gestão na Produção de Edifícios e em Gestão Estratégia e Econômica de Projetos, supervisiona atualmente seis obras. “Comecei como estagiário e hoje sou gerente de obras. Em cada uma delas há um engenheiro residente, função que exerci por oito anos, e cada um deles responde a mim”, conta.

O dia-a-dia, como não podia deixar de ser, é bem agitado e envolve muito mais do que os cálculos necessários para colocar um prédio em pé. Com no mínimo uma visita semanal em cada obra, o engenheiro ainda precisa cuidar do custo, da qualidade, do prazo e da segurança dos envolvidos no empreendimento. “Não dá pra traçar uma rotina. Me divido entre as visitas, onde o assunto abordado depende do momento da obra, e as tarefas de escritório”, diz.

engenheiro civil Diogo Ramos são paulo

Valorização do profissional
Uma das mudanças de mercado apontadas por ele é a valorização do bom profissional. Enquanto há dez anos havia uma preocupação dos formandos quanto ao espaço a ser conquistado, hoje ele afirma que, apesar de uma leve desaceleração, ainda há melhora na postura das empresas diante dos novos engenheiros – muitos são cooptados ainda na faculdade e lapidados para seguir carreira, como ocorreu com Ramos.

“Outra mudança que acompanhei nesses anos foi a legislação, que foi ficando cada vez mais rígida – principalmente no que diz respeito às normas de defesa do consumidor final. Além disso, os clientes estão cada vez mais exigentes e preparados, com mais fontes de informação para cobrar um trabalho cada vez melhor dos engenheiros.”

O segredo para quem quer entrar nesse mercado é inicialmente gostar de matemática e física – mas não apenas isso. O engenheiro aprendeu na prática que o trato com as pessoas é parte fundamental do trabalho. “Como engenheiro civil você trabalha em time – equipes que podem chegar a 500 pessoas. Por isso saber gerir é vital para a realização de um bom serviço”, finaliza.

*Confira os diversos cargos relacionados à engenharia no Mapa VAGAS  de Carreiras.