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Eletricista: cuidado e paciência para manter a luz acesa

Eletricista explica sua rotina diária na AES Eletropaulo

por Guss de Lucca
fotos por Newton Santos

Se a tecnologia trouxe conforto para a vida contemporânea, ela também trouxe uma série de questões e problemas – e um dos principais está ligado a nossa dependência em relação a energia. Como carregar seu celular, assistir a televisão e acessar a internet sem ela? É aí que entra a figura do eletricista, profissional que atua tanto na prevenção como na solução de problemas envolvendo os cabos de luz.

Eletricista Luis Renato Domiciano de Castro“Na família eu já tinha a influência do meu irmão, que trabalhava na área e me deixava ajudar. Quando surgiu a oportunidade de prestar o concurso e entrar na AES Eletropaulo, em março de 1997, eu fiz a prova e logo fui designado para trabalhar na área de corrente contínua, o antigo trólebus de São Paulo”, conta o eletricista Luis Renato Domiciano de Castro.

Formado em eletrotécnica, ele ficou até 2010 cuidando dos populares “ônibus elétricos”, até a empresa perder o contrato referente aos coletivos – momento em que Luiz Renato foi transferido para a distribuição aérea, departamento responsável pelas linhas vivas da capital paulista.

“A linha viva é um trabalho na rede energizada onde trabalhamos sem desligar ninguém. Isso quer dizer que fazemos a manutenção sem interromper o fornecimento de energia. Quando ocorre o desligamento é só emergencial. Nossa tarefa é fazer a manutenção para que isso não aconteça”, explica o profissional, cuja rotina é 95% programada antes de deixar a sede da empresa.

Lá, após um breve diálogo com a supervisão, são decididos os pontos em que os eletricistas atuarão – quase sempre em vias movimentadas da cidade, o que acrescenta outro grau de dificuldade para um trabalho que já lida com os perigos da eletricidade.

“Como trabalho no centro de São Paulo faço uma média de quatro a seis ocorrências diárias”, diz Luiz Eletricista da AES Eletropaulo Luis Renato Domiciano de CastroRenato, deixando claro que o tráfego de veículos é um dos complicadores do serviço. “O que atrapalha muito na nossa área é o trânsito. Primeiro, sempre reclamam que estacionamos em lugares que atrapalham – precisamos montar uma logística para atender tudo sem prejudicar ninguém”.

Mesmo com as constantes reclamações, cabe ao eletricista o tato para explicar aos curiosos o que está acontecendo – algo que, de acordo com ele, sempre acontece. “Com o fluxo de carros e pedestres na área central precisamos redobrar a atenção. As pessoas perguntam por que você chama bastante a atenção do público. Na medida do possível a gente para a atividade para explicar”, conta Luis Renato.

De acordo com ele, o mercado está difícil para eletricistas, então é importante que os novos profissionais sejam especializados e principalmente saibam se colocar no lugar dos clientes. “Às vezes quando a gente sai em um atendimento de emergência tratamos com alguém que está sem energia – e lógico que ele não vai te atender sorrindo. Você precisa sentir o que ele está passando. Com isso em mente você mostra que está lá pra ajudar.”

Confira mais informações sobre a profissão de eletricista no Mapa VAGAS de Carreiras.

*O dia do eletricista é comemorado em 17 de outubro.