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Seriedade e atenção são as armas do salva-vidas

Supervisora de parque aquático fala do dia a dia dos profissionais das piscinas

por Guss de Lucca

Nem só de resgates vivem os salva-vidas. É tarefa desse profissional, que atua normalmente em praias, piscinas e parques aquáticos, não apenas o salvamento em casos de afogamento, mas também o monitoramento das condições climáticas e geográficas as quais os banhistas estão sujeitos.

Danielle Brambila, supervisora de operações de um grande parque aquático, localizado no interior do estado de São Paulo, entende bem o dia a dia desses profissionais. Integrante do quadro de funcionários há seis anos, ela trabalhou como operadora de atração antes de ser salva-vidas.

“Entrei como uma das pessoas que fica na atração com os visitantes no tobo-água, mas por pouco tempo. Dois meses depois fiz o teste para salva-vidas e após aprovada fiz o curso pelo parque”, conta ela, que hoje, aos 27 anos, concilia o serviço com o curso de educação física.

Questionada sobre qual o papel do salva-vidas dentro do parque aquático, Danielle aponta o monitoramento das pessoas, dentro e fora das piscinas, como principal função do profissional, com foco sempre na prevenção de acidentes.

“É ele quem orienta o visitante a não mergulhar de cabeça e não ir para o fundo da piscina caso não saiba nadar”, exemplifica a supervisora. “Dentro desse quadro o maior desafio é ser respeitado. Muita gente que vem ao parque se divertir e quer fazer de tudo, mas existem regras e às vezes é difícil explicar que não pode colocar uma pessoa no ombro ou nadar contra a correnteza – ainda mais em caso de embriaguez”, conta ela.

O profissional
Responsável pelo recrutamento de novos salva-vidas, Danielle diz que o requisito para esse profissional no parque é ter mais de 18 anos e conseguir nadar uma distância de 200 metros em 4,5 minutos. “Fora isso precisa fazer sustentação do corpo sem as mãos, só com as pernas, e ter a flutuação bem firme”.

Passado por isso o candidato faz um curso de sete dias onde aprende os seis tipos de resgate, os primeiros socorros e a postura que o salva-vidas deve ter – além do funcionamento das áreas que cada funcionário cobre, que em média conta com dois profissionais em cada piscina.

“O bom salva-vidas tem que ser pró-ativo, se antecipando às situações. Se ele repara que alguém está descuidado na beira da piscina vai logo avisar”, ressalta ela, alertando os entusiasmados que trata-se de um trabalho dos mais sérios. “Muita gente acha que é brincadeira, que vai tomar sol e ficar na beira da piscina o dia todo, mas não é nada disso. Por isso buscamos sempre pessoas responsáveis”.