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É preciso fôlego para ser educador físico!

Por Fernanda Bottoni

Para cumprir a rotina de Claudio Novelli, educador físico, é preciso ter fôlego! Aos 37 anos, ele é professor titular no Curso de Graduação em Educação Física Grupo Educacional IBMEC – Faculdades Integradas de Campinas Metrocamp, sócio-diretor da Opera Corpis e consultor esportivo independente.

A paixão pelos esportes ele descobriu logo cedo, mas passou por uma verdadeira maratona até colocar a carreira nos eixos. Aos 17 anos, sem apoio da família e dos amigos, acabou entrando em Administração de Empresas. Pouco antes de ser formar, largou o curso e o emprego de bancário para se matricular em Educação Física da Unip.

“Foi difícil trocar uma carreira administrativa em que o ganho financeiro era certo por outra em que eu sabia que o reconhecimento era quase inexistente, o ganho de capital era difícil, a desorganização era imensa e a fama era péssima.”

Durante o curso, conseguiu estágio na ACM, foi para o exterior e, logo depois de formado, conquistou seu primeiro emprego no departamento de Spa & Fitness do Hotel Renaissance São Paulo. Com especialização em Bases Fisiológicas e Metodológicas do Exercício, na Unifesp, e mestrado na Universidade São Judas Tadeu, na linha de pesquisa de Bases Biodinâmicas da Atividade Física, ele confessa que nunca para de aprender. “Estudo idiomas, artes marciais, metodologias de treinamento físico diversas, participo e oriento grupos de estudo, faço palestras e dou consultoria na minha área.”

Sua rotina? Prepare-se: ele acorda às 5 horas da manhã e uma hora depois já está atendendo como personal trainer. A atividade termina entre 19h30 e 22h. Além disso, leciona de 4 a 8 horas semanais em um curso de graduação em Campinas, onde dedica mais duas horas semanais a grupos de estudos e orientandos. Detalhe: ele mora em São Paulo. “Durmo cerca de 4 a 6 horas por noite, de segunda a sábado, dia em que também trabalho”, diz. Não disse que era preciso ter fôlego?

Completamente apaixonado, Claudio acredita que o mais bacana da sua profissão é ver as pessoas com mais saúde, menos dores posturais, melhor disposição, mais consciência corporal. “Aprendi a sempre fazer meu trabalho com amor e dedicação”, diz. “Você não se dedica a uma “Pessoa Jurídica”, você se dedica de fato às pessoas e foi por elas que tive a paixão de me jogar de cabeça na minha profissão.”

Dicas de carreira de Claudio

  • Um bom profissional se faz a partir de uma pessoa com boa índole e muita vontade de lutar, de aprender, de vivenciar e de vencer. Uma boa faculdade é, no máximo, apenas o mínimo.
  • A área de saúde exige atualização técnica constante. Estudar faz parte do jogo. Como profissional de intervenção, saber a teoria e aplicar a prática, entendendo as conexões entre uma e outra, é fundamental para o sucesso.
  • É preciso ter boa apresentação, executar o que prega (treinar, alimentar-se adequadamente, ter hábitos saudáveis), investir no marketing pessoal, buscar diferenciais no mercado seja por capacitação técnica ou acadêmica, perder o medo de perguntar e de ousar.