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A importância do Exame da Ordem para advogados

Por Udo Simons

Em julho de 2012, o advogado Luís Fernando Pereira Cavalcante teve um momento de “satisfação plena” em sua vida. Foi neste mês que recebeu o resultado de sua aprovação no exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). “Ter passado no exame da Ordem foi como atingir o topo de uma montanha. Meu sonho se realizou”, lembra Fernando, enfaticamente.

Então com 23 anos, o resultado da aprovação veio em sua segunda tentativa. “Estava muito nervoso quando o fiz pela primeira vez”. Ele fora reprovado na segunda fase das provas, realizada em fevereiro de 2012, por 0,25 pontos. Esses milésimos, que faltaram em sua pontuação para a conquista da tão desejada autorização para advogar, não o abateram. Em maio do mesmo ano, submeteu-se aos exames novamente. “Passei com 8,5”, orgulha-se.

Agora, portador da carteira OAB, secção de São Paulo, número 330.304, Fernando sente-se completamente realizado. “A advocacia me completa. Eu sempre quis ser advogado. A partir de minha aprovação, passei a ter autorização estatal para postular em nome da sociedade”. Desde os 16 anos, ele sonhava com essa condição.

A importância do Exame da Ordem para advogados
Por um breve momento de sua adolescência pensou em fazer Letras, mas desistiu da ideia. “Advocacia é mais rentável”. Seguro de sua decisão, lembra que seus amigos e familiares sempre disseram que um dia ele se tornaria Bacharel em Direito e, consequentemente, seguiria carreira em advocacia. “Nunca tive dúvidas vocacionais”.

Objetivo em suas respostas, Fernando, apesar da pouca idade (24 anos), já trilha carreira solo. Ele não está, formalmente, vinculado a nenhum escritório. Tem seus próprios clientes. “Para advogar é preciso coragem”, define. Coragem essa traduzida por petições, argumentações no convencimento cognitivo de juízes, como frisa. “Os advogados têm compromisso com as leis. Mas nossa principal função é defender o interesse de nossos clientes. Utilizar os caminhos previstos na lei com completa parcialidade”, destaca.

Sem medo de se envolver em polêmicas, ele atua hoje em dia em diversas áreas do Direito, mas com ênfase em processos penal e civil, este último um de seus maiores interesses, o qual faz, inclusive, pós-graduação. “Mas estou esperando o Direito me escolher”, lembra com humildade. Ele reconhece o fato de ser, como se autodenomina, “um novo advogado”. “Meu contingente de experiência ainda não é vasto (pela minha idade), chego a minhas opiniões e posicionamentos pela observação”.

Em sua carreira, tem ainda, como influência, o celebre advogado criminalista brasileiro, o paulista Waldir Troncoso Peres. Do “mestre”, tenta colocar em prática um dos pensamentos defendidos por Troncoso sobre o Direito como a defesa do homem enquanto pessoa. O direito é para todos. “É na ausência do direito de defesa que as ditaduras são instauradas”, opina.

Fernando lembra, ainda, como é saudável à sociedade brasileira a presença dos advogados. “É mais gente preparada para brigar pela defesa de uma sociedade mais justa”, acredita. E termina a entrevista reforçando a validade do Exame da OAB, mas fazendo uma ressalva sobre o conteúdo exigido aos recém-formados. “As provas deveriam ser feitas para verificar se quem se submete está apto a iniciar a advocacia”. Ou seja, para ele, ela cobra mais do que deveria.

Por fim, diz “dormir muito bem” quando, por meio de seu trabalho, realiza atividades que considera importante, como assegurar o pagamento de pensão alimentícia. “Sou obstinado e exerço uma atividade socialmente relevante”.

Luís Fernando

Dica de carreira do Fernando

  • Para conseguir realizar meu sonho em me formar como Bacharel em Direito, renunciei, durante os cinco anos do curso na faculdade, a muitas situações sociais, inclusive a namorar. Sou uma pessoa obstinada. Acredito que obstinação é característica do bom advogado.

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