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Diego Pereira, o jovem aprendiz que quer ser delegado

por Lucia Helena Corrêa

Um dos maiores prazeres da vida é poder pagar as próprias contas, acredita Diego Pereira. Aliás, apesar de desfrutar de todas as regalias de um filho único, foi pensando nisso – dispor do próprio dinheiro, bastar-se financeiramente – que ele, já cursando o primeiro ano de Direito, na FMU (Faculdades Metropolitanas Unidas), aderiu ao Jovem Aprendiz, para o qual foi convidado por um professor.

No final das contas, porém, segundo o rapaz, a conquista já vai muito além da questão ‘grana’. “No programa Aprendiz, além de ter, graças ao estágio e ao experimento, a possibilidade de visualizar melhor as opções em termos de futuro profissional, na carreira que escolhi, o Direito, estou aprendendo a arte da cooperação, no contato com os colegas de curso”, comemora Diego.

Aos 18 anos, Diego conserva o ideal romântico dos super-heróis, das histórias em quadrinhos e dos desenhos animados, todos dispostos a defender a lei e a justiça. Mas garante que tem os pés bem plantados no chão e o olhar na realidade quando pensa, lá na ponta do futuro, em ser advogado.

“Provavelmente serei criminalista, para chegar ao posto de delegado de política. Não posso negar que gosto demais dessa ideia”, diz ele, que, tendo pressa, meio impaciente, só se queixa do tempo que os jovens até chegarem a se formar e se tornarem aptos a exercer as respectivas profissões.

“É uma pena que, em Direito, não exista curso técnico profissionalizante, e precisemos despender tanto tempo na universidade”, protesta, bem-humorado, embora goste do conteúdo das disciplinas que compõem a grade do curso e, mais ainda, das tarefas que precisa cumprir na condição de estagiário, já bem dentro do ambiente onde circulam os juristas formados.

“Mas o melhor é que quando eu ingressar no mercado de trabalho de fato, já formado em Direito, com certeza terei a meu favor a experiência da convivência, o que é indispensável nas profissões ligadas às ciências humanas. E assim será, se eu for um causídico, defensor público, promotor ou, conforme planejo, delegado de polícia”, valoriza Diego.

De olho no futuro
Desde 2005, quando a ideia do Jovem Aprendiz, criada pelo governo federal, começou a ganhar espaço entre os brasileiros que querem ingressar no mercado de trabalho já pela porta da profissão escolhida, o programa mantém a média anual de 70 mil estudantes atendidos, universitários e de nível técnico. Desse total, cerca de 30 mil acabam absorvidos pelas empresas e instituições nas quais estagiaram.

No Jovem Aprendiz, além da ajuda de custo e da convivência com os futuros pares, o estudante desfruta de todas as proteções garantidas por lei aos estagiários. “Melhor impossível”, avalia Diego.