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Demanda por gráficas dispara nas eleições

Mar de santinhos, cartazes e folhetos que inunda o País gera empregos

por Marcus Lopes
foto por Ailton de Oliveira

O mar de santinhos, cartazes e folhetos que inunda o País durante as eleições tem o seu lado positivo. Ele gera empregos e trabalho temporário. Nos meses que antecedem as eleições, o movimento nas gráficas em todos os estados aumenta e muitas abrem vagas temporárias para dar conta da demanda.

É o caso da gráfica Murc Editora Gráfica, de Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo, onde a procura por material gráfico aumentou em cerca de 30% por causa das eleições. “As máquinas estão funcionando 24 horas”, comemora Daniel Aoyagui, de 34 anos, um dos donos da gráfica, que possui 50 funcionários fixos. Para o período eleitoral, ele contratou  quatro temporários.

Até o dia 3 de outubro, a Murc deve consumir pelo menos 20 toneladas adicionais de papel para confeccionar material de propaganda para candidatos a deputados federais e estaduais, dos mais diversos partidos. Os santinhos ainda predominam nos pedidos, mas segundo Aoyagui, o material evoluiu nas últimas eleições. Se há 20 anos a maioria dos santinhos era branca e preta e bastante padronizada – com apenas a foto e o número do candidato – o material hoje é colorido, diversificado e muito mais sofisticado.

Material personalizado
“Eles querem um material mais personalizado, com propostas específicas para uma região, por exemplo”, explica o empresário. O design geralmente já chega pronto para impressão das agências de propaganda responsáveis pela campanha eleitoral. “Antigamente era aquele santinho branco e preto, muito simples”, lembra Aoyagui. A gráfica, que pertence à família, trabalha com material de campanhas desde a década de 1990.

Daniel Aoyagui gráfico gráficas eleições

Os contratos temporários para funcionários extras nessa época são feitos através de uma agência de empregos. “Sempre que precisamos de pessoal recorremos à agência”, diz o empresário. Essas vagas geralmente são ocupadas para funções mais simples no processo industrial, como empacotamento, limpeza e organização de material. Por exigir um grau maior de responsabilidade e experiência, a operação das máquinas e a logística, por exemplo, fica sob responsabilidade dos funcionários efetivos.

Boa média salarial
Independente das eleições, Aoyagui reclama da falta de mão de obra qualificada pela a indústria gráfica. O setor tem uma boa média salarial – cerca de R$ 3 mil – o que, segundo Aoyagui, tem atraído profissionais de outras áreas.  “Teve até uma dentista que procurou emprego aqui”, lembra.

Para driblar a falta de qualificação, a gráfica mantém um programa de treinamento para os novos funcionários. “Muitas pessoas entram aqui sem saber quase nada e viram bons operadores”, afirma. A dedicação aos funcionários tem as suas compensações. Uma delas é a baixa rotatividade. “Temos funcionários com mais de 15 anos de casa”, diz Aoyagui.

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