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Profissionais decoram shoppings no Natal

Empresa especializada movimenta mais de 1.500 colaboradores o ano todo

por Guss de Lucca
fotos por Newton Santos

Quem nunca parou abismado diante das cada vez mais impressionantes decorações de Natal dos shoppings brasileiros. Se no início desse movimento, na década de 1980, os corredores eram tomados apenas por árvores e alguns enfeites, a cada ano mais e mais adventos tecnológicos desafiam os consumidores a vivenciar a magia da data.

Trabalhando na Cipolatti, maior empresa brasileira de cenografia natalina, que atua há mais de 30 anos nesse mercado, Felipe Esótico é um dos responsáveis pelo marketing da companhia e está acostumado a acompanhar todo o processo de criação, venda e implementação das decorações em shoppings.

Natal o ano inteiro
“Diferentemente do que podem pensar aqui a gente não para – o Natal é efetivamente o ano inteiro”, conta ele. “Entre fevereiro e julho cuidamos da comercialização, convidando os responsáveis pelos shoppings para visitar nosso showroom, em São Paulo, para que eles vejam as novas tendências e a partir daí desenvolvam o briefing do que querem.”

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Passada essa etapa, entra em ação o departamento responsável pela criação e desenvolvimento dos layouts, que permitem aos clientes visualizarem o produto final. Só com essa aprovação, que envolve centros comerciais de 23 estados brasileiros e de países como Argentina, Uruguai e Angola, é que o material em si começa a ser produzido.

“No começo de julho a produção é ampliada. Temos um período de contratação temporária para dar conta de tudo. Enquanto nos primeiros meses do ano trabalhamos só com nossos 350 colaboradores fixos, que dão conta de avaliar o que pode ser reaproveitado do Natal anterior – em média 80% do material -, no segundo semestre mais que dobramos o número de funcionários para produzir efetivamente as peças desse ano”, explica.

800 temporários
A outra parcela de temporários, aproximadamente 800 pessoas, é contratada por volta de outubro. Ela é formada por profissionais que atuam diretamente na montagem das decorações – um processo desafiador que envolve a contratação de mão de obra, transporte e material de apoio em outras cidades. “Tem gente que brinca que não somos uma empresa de decoração, mas de logística.”

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Além disso, funcionários da Cipolatti são enviados para fiscalizar o serviço em todos os clientes – que somam aproximadamente 150 shoppings (como o Vila Olímpia, em São Paulo, nestas fotos). “Seja na parte mais criativa do processo, em que damos preferência a profissionais de áreas como arquitetura, cenografia e artes plástica, ou nas funções mais técnicas, como marcenaria e serralheria, sempre fazemos um treinamento, pois raramente eles têm a visão do Natal impregnada. E boa parte se pega na prática.”

Apesar do pouco tempo em que trabalha na área, Esótico garante que a cada ano a demanda sofre mudanças, principalmente voltadas a interatividade com o público. “Antes a decoração era mais contemplativa. Hoje ela tem que atrair e interagir com os visitantes. Precisamos criar alternativas para que as pessoas participem da decoração de Natal. Para isso usamos games, robôs com atores por trás e muitas outras coisas que deixam as crianças ‘loucas’. Esse tipo de coisa transforma a magia do Natal em realidade. Sai da imaginação e vai direto pro mundo real.”