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Corretor de seguros, um agente do bem estar social

O foco do corretor é atender as necessidades de cada cliente servindo de intermediário entre ele e a seguradora

por Guss de Lucca
fotos por Newton Santos

Seguro de vida. Seguro do carro. Seguro saúde. Seguro da casa. Esses são apenas alguns dos produtos oferecidos pelo corretor de seguros, profissional cuja principal meta é atingir as necessidades de cada cliente servindo de intermediário entre ele e a seguradora.

“Acredito que o corretor de seguros é um agente do bem estar social”, diz Luiz Morales, coordenador da Comissão Social do Sincor-SP (Sindicato dos Corretores de Seguros no Estado de São Paulo). “Costumo brincar que primeiro você pede a Deus e depois procura o corretor, pois é ele quem vai estar presente do seu lado nos melhores e piores momentos”.

Corretor de seguros Luiz MoralesFormado em administração de empresas e bacharel em direito, a história de Morales começou meio que por acidente, no período em que trabalhava para um grande conglomerado gráfico. Lá ele foi convidado por um dos donos a participar da criação de uma corretora que inicialmente cuidaria do patrimônio da firma.

Morales fez o curso de corretor e passou a cuidar dos bens da fábrica. Porém, num segundo momento o proprietário quis se desfazer da corretora. “Ele me ofereceu o negócio em 1989 e desde então estou nesse mercado”, conta o corretor, que no início saiu de porta em porta buscando clientes.

“O começo não foi fácil. Eu achava que teria apoio da empresa, mas acabei sozinho sem entender de vendas e sequer com apoio de alguém com experiência. O jeito foi conquistar cliente a cliente”, revela ele, que com o crescimento do negócio passou a contratar mais pessoas, inclusive sua esposa, para auxiliá-lo.

“No começo você consegue fazer tudo sozinho, mas assim que fechou dez, vinte seguros precisa contratar alguém para cuidar da parte burocrática. Hoje somos dez funcionários. Tenho uma moça só para sinistro. Ela mantém o cliente informado, avisa as datas de liberação, agiliza para tudo chegar na data. Isso só em automóvel”, explica o corretor.

Para Morales o papel do corretor é claro: enquanto a seguradora foca no negócio dela o corretor foca no cliente. Para ele, o bom profissional é aquele que sabe ir além da venda e entende as necessidades do público. “Vender por vender é fácil. Mas sentar com o cliente, conhecê-lo, entender seus problemas – é aí onde entra o corretor, no bom atendimento e tirando todas as dúvidas”.

De acordo com ele o mercado atual tem espaço para absorver novos profissionais – algo possível pela enorme oferta de produtos existente no mundo dos seguros. “O mercado é bom. Mas o corretor precisa fazer boas parcerias com uma seguradora. Não adianta pegar 30 seguradoras. O caminho para ser bem sucedido é escolher cinco delas, sentar com cada uma e traçar  estratégias”, aconselha o veterano.

“Você está abraçando a seguradora, mas focando no consumidor final. Quem manda na sua empresa é o cliente. E aí entra a postura ética. Ter produtos que atendem bem. Se optar por trabalhar com saúde, por exemplo, o caminho é se especializar”, afirma Morales, que indica o Sincor-SP como um local onde os novatos podem receber dicas.

“A profissão de corretor é muito dinâmica. Você se depara com mil situações. Por isso nossa ideia é formar um profissional qualificado, empreendedor e ético, que levante a categoria”, diz ele. “O primeiro passo é procurar uma escola profissionalizante de corretores de seguros – ela que dá o certificado. Depois busque palestras e cursos técnicos para ajudar na especialização”.

Saiba mais sobre a carreira de corretor de seguros no Mapa VAGAS de Carreiras.

*Dia do corretor de seguros é comemorado em 12 de outubro.