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Analista fiscal: importante em qualquer empresa

Profissional analisa estrategicamente cargas tributárias e fiscais

por Guss de Lucca
fotos por Ailton de Oliveira

O excesso de burocracia no Brasil é um dos motivos que tornou a posição do analista fiscal essencial para a existência de qualquer empresa ou profissional liberal. É ele quem analisa estrategicamente os procedimentos fiscais e cargas tributárias impostas por todas as esferas do governo – um trabalho que, além de números, requer muita atenção dos envolvidos.

O analista fiscal Estevam Valentim Neto começou trabalhando no arquivo de uma empresa de construção, onde cuidava de toda a papelada. Nesse período, ele iniciou o curso superior de administração, mas acabou pendendo para o lado da contabilidade. “Foi nessa época que surgiu uma oportunidade para entrar na área fiscal, onde acabei me tornando assistente”, conta.

Percebendo que não havia muito mais o que aprender dentro da empresa, ele migrou há cinco anos para um escritório de contabilidade. Lá, foi promovido de assistente a analista fiscal, coordenando uma equipe de cinco pessoas. “Atualmente cuidamos de 34 empresas, que vão desde a tributação Simples Nacional até Lucro Real”, explica ele, cujas atividades seguem uma mesma ordem mensal.

Agenda tributária estreita
“Nossa agenda tributária é cada dia mais estreita. Temos o prazo contábil de empresas multinacionais, que fecham no terceiro dia útil do mês, outras no décimo dia. Até mais ou menos o dia 20 estamos na correria. Depois vem uma ligeira calmaria de dez dias, que acaba no início do novo mês, quando volta a correria”, define o analista.

analista fiscal Estevam Valentim Neto

Durante esse período de trabalho puxado Neto e sua equipe cuidam de um passo a passo que envolve desde a chegada dos documentos, passando por sua triagem, lançamento, conferência e, ao término, envio dos impostos ao cliente. “Meu dia a dia se baseia na conferência das atividades dos trainees e assistentes fiscais, atentando para toda a parte que diz respeito a legislação. Eu passo um pente fino em cima de tudo.”

Para Neto, a maior dificuldade e trunfo de um bom analista fiscal é o conhecimento sobre as mudanças constantes na legislação. “É preciso estar muito atento. Um mês é de um jeito e no outro a questão tributária muda. E mesmo que essa mudança não impacte um dos meus clientes, é importante compartilhar com os responsáveis pelas outras equipes do escritório”, ressalta.

Mercado aberto à mão de obra
Com base no que observa de funcionários que chegam e deixam o escritório de contabilidade, ele acredita que o mercado está aberto à mão de obra – contanto que seja especializada. “Como é uma área indispensável para a existência de qualquer organização, sempre há busca por profissionais com conhecimento. Sei que atualmente as empresas buscam pessoas que entendam de SPED fiscal e EFD.”

A dica dele para quem pretende entrar na área é buscar por cursos técnicos de contabilidade e também um curso superior – além de muita disposição para leitura. “Hoje você sabe uma coisa e amanhã não sabe mais nada. Não dá pra ficar parado – tem que gostar de aprender”, afirma.