Home > Carreiras > Comissário de bordo > O dia a dia do comissário de bordo

O dia a dia do comissário de bordo

Profissionais revelam que o trabalho vai muito além do serviço de bordo

por Guss de Lucca
foto por Newton Santos

Engana-se quem acha que o trabalho do comissário de bordo é apenas passar pelos corredores de um avião oferecendo refeições e checando se os passageiros colocaram o cinto de segurança. “Ele é um auxiliar do comandante. É responsável por cuidar da checagem dos equipamentos de emergência, da operação das portas e dos slides (acionados em caso de emergência), da demonstração das normas de segurança e da verificação da cabine de passageiros para a decolagem e o pouso”, enumera André Brigoni, há 16 anos na profissão.

Após realizados todos os procedimentos, começa a segunda parte do trabalho, quando o avião encontra-se no ar. Durante o voo, o comissário de bordo é responsável pelos serviços, mas sempre com foco em verificar se todas as premissas relativas à segurança estão sendo seguidas. Ao final do voo, é ele que coordena os procedimentos finais necessários para o desembarque dos passageiros.

Requisitos básicos do comissário de bordo

Questionado sobre quais características são fundamentais para um bom profissional da área, Brigoni cita a paixão pela profissão, o traquejo natural para lidar com diferentes situações e a disposição para trabalhar sob pressão.

O interessado em seguir essa carreira precisa fazer o curso de comissário em uma escola de aviação civil. Lá, vai aprender sobre primeiros-socorros, técnicas de sobrevivência, combate ao fogo, meteorologia, evacuação da aeronave etc. Em seguida, deve prestar a prova da ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil) para obter o certificado profissional. É preciso ter no mínimo 18 anos e segundo grau completo. Fluência em um segundo idioma pode fazer a diferença.

Uma veterana do ar

Quem concorda com a importância de um segundo idioma é a comissária de bordo aposentada Márcia Abreu. Hoje, ela trabalha na formação de novos comissários, ministrando aulas inaugurais, de postura e etiqueta e falando sobre a rotina da profissão.

“Muitos me perguntam se é preciso ter inglês. Para voar hoje em dia, sim. Algumas empresas exigem de cara, outras ainda deixam um pouco de lado, mas é bom investir – com certeza ajudará na hora da seleção de funcionários para voos internacionais.”

Márcia coleciona passagens curiosas vividas em mais de duas décadas no ar. “Quem lida com ser humano sempre tem histórias para contar. Já passei por tantas situações. Até mesmo separar briga por causa de acento já fiz e no final todo mundo riu!”

O mercado de trabalho

“O setor de aviação civil é bastante cíclico e isto impacta o comissário de bordo. Após um período de ajustes, em que não houve aumento no quadro de funcionários, atualmente as companhias aéreas brasileiras estão contratando “, diz Brigoni.

Márcia aconselha buscar uma escola de formação de comissários e não parar por aí. “Depois de formado e de ter ganho a licença da ANAC, o futuro comissário de bordo vai passar pelo curso da empresa onde for aceito e aprenderá não somente seu padrão de atendimento, mas também o funcionamento das aeronaves em que irá trabalhar. E quando começar nunca esquecer de ser receptivo com os passageiros”, resume a instrutora.

Confira mais informações sobre o perfil do comissário de bordo no Mapa VAGAS de Carreiras.