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Comércio exterior exige upgrade específico

Profissionais atuam em despachantes aduaneiros, agências marítimas etc

por Rejane Tamoto
Oferecimento: FGV

Não basta falar idiomas, nem cursar uma graduação de Relações Internacionais (RI). Quem quer trabalhar na área operacional de comércio exterior vai precisar mesmo buscar um curso de extensão prático sobre o assunto, já que são muito diferentes as regras e a burocracia de cada país.

“Quem quer ingressar nesta área ou migrar para ela dentro da própria empresa pode aprender muito sobre legislação, tributação, logística, negociação internacional e toda a parte operacional de importação e exportação, assim como desembaraço aduaneiro”, conta Miguel Ferreira Lima, professor e coordenador do curso Analista de Comércio Exterior e Trader da FGV Management, programa de educação executiva presencial da Fundação Getulio Vargas, existente desde 1999.

Professor do curso de MBA de Comércio Exterior na instituição, Lima diz que não há uma vaga com este nome propriamente dentro das empresas, mas quem se forma em analista de Comércio Exterior no curso de curta duração pode trabalhar em importadoras e exportadoras, em despachantes aduaneiros, na área de câmbio de bancos e em agências marítimas. Os salários, segundo o professor, variam de R$ 2 mil a R$ 3 mil, sendo que os profissionais mais experientes podem atingir a quantia de R$ 4 mil mensais.

Uma das premissas do curso é permitir que os alunos desenvolvam ações sustentáveis, de curto e médio prazos, nas áreas de gestão de Comércio Exterior das empresas. “Muitos estudantes que fazem a graduação de RI descobrem que o mercado de trabalho é mais restrito e vinculado à diplomacia. Por isso, procuram esse curso. Atualmente, 60% dos nossos alunos estão fazendo graduação em RI, Administração de Empresas e Direito. São pessoas com facilidade no aprendizado de idiomas e que gostam desta área”, destaca Lima.

São Paulo terá turmas este ano
Com cinco turmas formadas no Rio de Janeiro, o programa de curta duração passará a ser ministrado em São Paulo entre o fim do mês de agosto e o início de setembro. Com carga horária de 120 horas/aula, o curso tem duração de seis meses. “Abordamos os procedimentos operacionais e todos os professores estão no mercado, ou seja, trabalham na área além de ter a titulação exigida. Assim, tem no DNA o dia a dia do Comércio Exterior. Os estudantes trazem as dúvidas de suas rotinas nas empresas, mas também as questões clássicas de quem não conhece a área. É bem diversificado”, comenta o coordenador.

A ideia do programa é ensinar toda a parte operacional e de fluxo. E, para isso, o aluno não precisa ser fluente em idiomas, ao contrário do que possa parecer. “Quem vai para o mercado precisa mesmo falar inglês, mas não para fazer este curso. Existem muitas atividades no Comércio Exterior que são realizadas no Brasil mesmo. O profissional precisará lidar com diversos órgãos e entender como funciona aqui. Não é para tratar com o cliente no exterior”, completa Lima.