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Big Data: lidando com uma avalanche de informação 

Conjunto de soluções tecnológicas é usada no Mapa VAGAS de Carreiras

por Guss de Lucca
foto por Ailton de Oliveira

O Big Data é utilizado para os mais diversos fins, inclusive no processo de recrutamento e seleção. Trata-se de um imenso volume de dados captados em tempo real que permitem, com técnicas estatísticas, detectar padrões, tendências e comportamentos passados. Não foca em uma pessoa ou dado individual, mas na massa captada de informações.

Em recrutamento e seleção, por exemplo, a VAGAS.com já utiliza o Big Data para encontrar as pessoas certas para suas empresas clientes. Através de métricas e indicações fornecidas pelo RH do cliente, o software da empresa, o VAGAS e-partner, recomenda aos usuários do site as vagas mais aderentes ao seu perfil.

“O Big Data faz uma espécie de ‘mineração’ de todos os candidatos inscritos para determinada função e ranqueia os que mais se encaixam no perfil daquela empresa”, explica Fabrício Barth, especialista em inteligência de dados da equipe de Pesquisa e Desenvolvimento da empresa.

Matéria-prima do Big Data
Formado em Ciências da Computação, Barth trabalha como cientista de dados da VAGAS há dois anos. É ele quem explica como o Big Data está cada vez mais presente na vida de todos que acessam a internet. “Hoje uma pessoa com smartphone gera muitos dados em formatos multimídia, como fotos, vídeos e textos, criando diversos conteúdos que geram dados. Esses dados são a matéria-prima do Big Data.”

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Tratar essas informações para a geração de dados úteis e relevantes é a atual preocupação das empresas. Antes do surgimento do Mapa VAGAS de Carreiras esse tipo de trabalho já fazia parte do cotidiano da VAGAS. “O nosso cadastro é de campo aberto, de texto, e existem técnicas para tentar categorizar esses dados em ‘informação estruturada’, de uma forma que o computador consiga lidar com isso. Imagina uma pessoa que diz que é especialista júnior e outra que se descreve como analista júnior – será que isso não é a mesma coisa? Temos que agrupar esses dados”, diz Barth.

O desafio no projeto do Mapa VAGAS de Carreiras foi o de agrupar os dados dos currículos cadastrados no site e transformá-los em um software. “Tentamos sumarizar algo que aconteceu no passado para dizer o que virá a acontecer no futuro de um determinado profissional. Para isso montamos uma tecnologia baseada em gráficos onde cada cargo é uma bola conectada por linhas, que mostram os caminhos possíveis daquele ofício.”

Análise de dados
Para Barth, a receita para se tornar um bom cientista de dados é saber usar as habilidades de análise de dados, como a parte de estatísticas, junto com a programação. “Você cria hipóteses e tenta validá-las. Muitas vezes você consegue, mas nem sempre elas são relevantes para a empresa. Esse profissional, que na maioria dos casos é um desenvolvedor de softwares, precisa ter esse conhecimento e uma clareza grande do negócio da firma onde trabalha”, afirma.

Outra parte importante do trabalho envolve cuidado ao lidar com informações pessoais dos internautas. “A confidencialidade faz parte do contrato de trabalho. Aí também entra a questão da privacidade de dados, que é o cuidado com as informações dos nossos usuários. Quando você faz esse tipo de trabalho tem acesso a padrões de comportamento de um indivíduo que não devem se tornar públicos – podemos tornar público o hábito de um grupo, mas jamais de uma única pessoa.”