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Analista de segurança da informação: rumo ao topo

Por Udo Simons

Graças a um amigo de infância chamado Henrique, Ed Paro, hoje com 37 anos, tornou-se analista de segurança da informação. Na época, o amigo o aconselhou a fazer um curso técnico em eletrônica. “Seria rapidamente empregado. Ele me garantiu”, recorda. Henrique estava certo. Ed conseguiu trabalho quando ainda estava no curso de eletrônica. Apesar de estar feliz com a nova condição de vida — empregado e estudando –, eletrônica não seria sua área preferencial de trabalho. “Fui para o curso querendo estudar informática. Me enganei. Na verdade,  eletrônica tem mais a ver com hardware. Estuda-se muito pouco a parte de softwares, em que eu estava mais interessado”, revela.

Ed tinha 17 anos. Concluiu o curso de Eletrônica e, logo em seguida, se matriculou num curso técnico de Informática. “Naquele momento, me encontrei. Percebi que a área de informática era, de fato, onde queria trabalhar”. Durante o curso, encontrou vaga como estagiário em uma empresa de suporte técnico. Esta foi a primeira posição de muitas que ocuparia. Era o começo de uma carreira promissora.

Ao fim do curso técnico, começou a fazer Ciência da Computação. O estudo sempre foi prioridade na vida de Ed. Quando criança, ele cursou os ensinos fundamental e médio em escola pública. Para compensar as deficiências encontradas em sala de aula, estudava em casa. “Meu pai, por exemplo, sempre me incentivou. Me ajudou nos estudos de Matemática, disciplina que gosto muito.” A dedicação para o aprendizado sempre foi seu diferencial. No primeiro emprego, ainda na área de eletrônica, sua expertise no trabalho vinha da leitura dos livros. “À noite, lia muito para entender como todos os sistemas funcionavam. Prestava atenção no que era falado durante o expediente de trabalho e, quando voltava para casa, buscava mais conhecimento em livros e pela internet”, revela.

Hoje, ao falar sobre sua história orgulha-se de ter se empenhado tanto. “TI me deu a condição de vida que tenho.” Condição de vida traduzida em independência financeira, casa e carro próprios, e a constituição de uma família. Ed é casado e tem dois filhos pequenos, um de 6 anos e outro de 10 meses. “Nunca precisei procurar por emprego. Sempre fui chamado para ocupar as posições de trabalho que conquistei. Eu tento fazer meu melhor e acredito ser reconhecido por isso.”

Atualmente, ele busca alçar novos voos na carreira. Desde 2009, Ed é analista de segurança da informação na NFe do Brasil, empresa especializada em inteligência fiscal eletrônica e uma das pioneiras na implantação da nota fiscal eletrônica entre as empresas brasileiras. Como próximo passo, quer migrar para uma área mais administrativa, de chefia. “Quero tornar-me gerente um dia.” Para chegar lá, Ed aposta no aprendizado contínuo, “sempre me atualizando, procurando saber sobre novos negócios, aperfeiçoando meu inglês”. Ele já deu seu primeiro passo em direção ao destino almejado: no passado, concluiu seu primeiro MBA em servidores de alto desempenho. O caminho é longo, mas Ed sabe que o estudo o levará até lá.

Dicas de carreira de Ed

  • Aperfeiçoar-se constantemente. Ou seja, estudar sempre;
  • Respeitar as normas das empresas;
  • Surpreender positivamente as pessoas sendo propositivo;
  • Procurar aprender sobre as novas tecnologias que surgem;
  • Ter domínio de uma língua estrangeira. Preferencialmente, inglês;
  • Acompanhar o desenvolvimento tecnológico no Brasil e em outros países.