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Técnica e comunicação formam o bom cabeleireiro

Profissional competente pode faturar até R$ 15 mil por mês em SP

por Guss de Lucca
fotos por Ailton de Oliveira

Diferentemente de algumas profissões, que permanecem obscuras ou distantes da realidade da maioria das pessoas, o ofício de cabeleireiro é encarado como necessário em diferentes estâncias: desde a parte higiênica de manter os cabelos fortes e saudáveis, até a vontade de expressar-se pelo visual.

Há 20 anos no segmento, o hair stylist Rodrigo Lima consegue analisar com propriedade o atual mercado de cabeleireiros na cidade de São Paulo. Proprietário do Circus Hair, salão na capital paulista de visual contemporâneo e alternativo, ele acredita que apesar de abundante, há dificuldade em encontrar profissionais completos.  “Como todo mercado de trabalho, é difícil encontrar bons profissionais”, afirma.   Por conta disso, ele desenvolveu em suas duas unidades o projeto Circus Educators, cujo foco é a formação de cabeleireiros equipados com o mínimo necessário para executar um bom serviço.

A programação anual conta com seis módulos que englobam aulas de penteado, corte e todas as partes que envolvem um salão. Provavelmente no segundo semestre será lançado um curso de barba.   “Achamos que o ideal seria fazer a cabeça das pessoas por dentro e por fora – um curso que fosse além das tesouras, mas também tivesse formação em disciplinas como moda e teatro, para ensinar aos alunos a conversar com o cliente e saber qual a melhor forma de atender”, explica o empresário.

Rodrigo Lima cabeleireiro

Para Lima, tão importante quanto a técnica é a facilidade com que o cabeleireiro consegue se comunicar e entender o cliente. “Não basta ser um grande profissional e agir como uma pessoa inacessível. Você precisa saber atender. Ter empatia é parte fundamental do trabalho”, alfineta.   Aos interessados em entrar no mercado, é importante entender que apesar de contratado por um salão, o salário de um cabeleireiro varia não apenas pela região, mas também pelo volume de serviço.

“Geralmente ele ganha por comissão em cima dos serviços que realiza. Depende exclusivamente de você. Não tem aquela coisa do salário ser feito por um chefe. Você é quem faz”, sentencia.

“O relacionamento de cabeleireiro dentro do salão é de autônomo. Ele pode fechar os horários dele, uma liberdade que outros profissionais não têm. Já o valor do salário varia de acordo com a localidade e por outros fatores. Mas se for esperto e trabalhar bem, um bom cabeleireiro não ganha menos de R$ 4 mil em São Paulo, podendo chegar a casa dos R$ 15 mil por mês”, revela .