Home > Carreiras > Bombeiro > Bombeiro civil: socorro e prevenção de acidentes

Bombeiro civil: socorro e prevenção de acidentes

Profissional explica quais caminhos tomar para entrar nesse mercado de trabalho

por Guss de Lucca

Diferentemente do que muitos podem imaginar, nem só de apagar incêndios vive o bombeiro civil. O profissional, que não faz parte do Corpo de Bombeiros Militar, é responsável, entre outras coisas, pela prevenção e combate ao fogo, avaliação de riscos existentes, implementação de planos de evacuação, resgate de pessoas e intervenção em acidentes elétricos, hidráulicos e de produtos químicos.

Tudo isso atraiu Edvaldo Nascimento. Após passar um ano no exército, como voluntário, ele decidiu que continuaria trabalhando fardado e procurou por um curso em uma academia de bombeiro civil de São Paulo. “Estudei por três anos: seis meses para aprender o básico e o restante focado em especializações de primeiros socorros, onde aprendi a socorrer vítimas em vias públicas e realizar partos de emergência”, conta. Ele já arrumou emprego assim que adquiriu seu certificado de bombeiro civil reconhecido pelo Corpo de Bombeiros.

Trabalho na própria academia onde fiz o curso, o que é muito comum nessa área. O importante é saber, antes de se matricular, se a escola é credenciada ao Corpo de Bombeiros, pois se não for o aluno se forma e não acha emprego em lugar nenhum”, alerta o profissional.

Comandante de guarnição
Atualmente Nascimento atua como comandante de guarnição da Águia Salvamento, serviço operacional que consiste em administrar as necessidades dos colegas que estão no campo. “Sou informado de tudo que está ocorrendo fora e determino se precisam de apoio, chamo mais bombeiros e ajudo na questão da documentação, às vezes indo ao local para falar com o cliente”, explica.

Questionado sobre a quantidade mínima de profissionais necessários em eventos públicos, o bombeiro explica que o grupo segue a tabelo oficial do Corpo de Bombeiros, que prevê, por exemplo, um mínimo de cinco brigadistas para ocasiões entre 500 e 1 mil pessoas. “Nesses casos chegamos antes pra fazer o plano de emergência, que consiste em ações como verificar se há fiação exposta, se os extintores estão em ordem e onde posicionar a ambulância.”

Aos 30 anos, ele diz que o mercado atual está aquecido, com empresas privadas contratando bombeiros civis. As dicas para quem quer entrar são buscar uma academia reconhecida e tentar fazer um estágio durante o curso. “Você será supervisionado por um bombeiro veterano e o estagiário não é responsabilizado por problemas no serviço. Lá aprende-se tudo na prática”, comenta.

*Confira todas as dicas de carreira do VAGAS Profissões e descubra qual profissão seguir!