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Balconista: um trampolim para a gerência

Dois ex-balconistas contam como se destacaram na profissão

por Guss de Lucca
fotos por Newton Santos

O que seria do comércio sem a figura do balconista, o profissional cujo domínio da mercadoria a ser vendida serve para esclarecer ao cliente do que levar? Se essa não é a profissão dos sonhos de muitos, é fato que atrás dos balcões muitos conseguem avançar e chegar a posições superiores – caso de Enilva de Oliveira Silva, farmacêutica.

O serviço em uma grande rede de farmácias começou aos 22 anos. “Eu não sabia nada de farmácia. Entrei como auxiliar, meu primeiro emprego com carteira assinada”, recorda ela, que ficou apenas quatro meses na posição até ser promovida a atendente.

Balconista e Farmacêutica Enilva de Oliveira Silva“Três anos depois veio a oportunidade para promoção de gerente-assistente, o que me fez gostar mais ainda da profissão e foi um passo a caminho de me tornar gerente farmacêutica, posição que tenho faz quatro anos”, diz Enilva, que já contabiliza 18 anos na rede e muitas histórias curiosas, como quando um cliente chegou no dia de seu aniversário com bolo cantando parabéns.

Para ela esse tipo de laço com o cliente é importante e surge a partir das primeiras conversas com os balconistas – um cargo que, para ela, precisa de pessoas que saibam ter muita empatia e se colocar no lugar de quem estiver atendendo. “Se ele entender as necessidades e souber ouvir, vai saber falar na hora certa. Até porque os outros clientes que aguardam estão observando”, diz.

Usando sua história como exemplo, Enilva afirma que a principal característica para crescer é mostrar vontade de aprender. “Até então eu nunca tinha pensado em ser farmacêutica. Mas observando a demanda com a qual os clientes pediam para falar com eles e não comigo resolvi estudar farmácia e hoje me sinto uma profissional completa no meu segmento”.

Dos remédios para os filmes

A história de Luiz Hashim Chaer, gerente de uma rede de locadoras de filmes, não é muito diferente da de Enilva – além, é claro, da disparidade entre clientes que buscam por filmes e remédios. Para fazer parte da equipe da rede ele foi até uma das unidades dez anos atrás.

Balconista Luiz Hashim Chaer“Eu não tinha computador em casa, mas já era interessado em cultura, história, cinema, literatura e música”, conta ele, que foi chamado no dia seguinte e entrou como balconista, posição em que ficou por um ano. “Desde o inicio me destaquei pelo conhecimento diferenciado, pois já almejava a vaga de indicador de vídeo”.

Apesar de cuidar da gerência, Chaer não deixa de atender clientes e indicar filmes em sua rotina – tarefas que, de acordo com ele, todos fazem na locadora, desde o atendente até o gerente.

“Estamos sempre trocando informações entre os colegas para que estejamos preparados para receber o cliente e tirar suas dúvidas. Nosso público é muito bem informado. Sem preparo não passamos segurança para o consumidor”, reflete ele, apontando como maior satisfação ver um cliente voltar feliz após uma indicação. “Essa troca é o mais legal de trabalhar em locadora”, completa.

Para Chaer o bom balconista é aquele que gosta tanto do produto com que trabalha quanto de lidar com pessoas. “Não adianta ser amante de cinema e não gostar de público. Tem que haver um equilíbrio. E também não se esquecer do espírito vendedor. Lembrar que se trata de um comércio, ficar atento à produção, acompanhar os números”, aconselha.

Confira mais informações sobre o balconista no Mapa VAGAS de Carreiras.

*O dia do balconista é comemorado em 10 de novembro.