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Aviação Civil: múltiplas áreas de atuação

O piloto agora é um gestor de unidade de negócios da companhia aérea

por Marcus Lopes

O setor de aviação civil evoluiu muito nos últimos anos, em especial pela adesão das camadas mais populares às viagens aéreas e a criação de rotas regionais. No futuro, a tendência do mercado é crescer ainda mais com a construção de novos aeroportos em cidades de médio porte.

Com o aumento da demanda, cresce a necessidade por novos e bons profissionais. Uma boa dica para quem deseja construir uma carreira sólida é cursar a graduação em aviação civil. O curso, que ainda é uma novidade no país, pode ser um bom diferencial na disputa por um emprego.

“O piloto ou o profissional de aviação civil, independente da sua área de atuação, passou a ser um gestor de uma unidade de negócios da companhia aérea. Por isso, são exigidas outras competências do profissional e quanto mais preparo tiver e maior for sua evolução acadêmica, melhores serão as suas chances”, afirma Edson Gaspar, coordenador do curso de Aviação Civil da Universidade Anhembi Morumbi.

Na Anhembi Morumbi, o curso dura três anos e é reconhecido pelo MEC e homologado pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). A grade é dividida em disciplinas práticas e teóricas. Na parte teórica, o aluno estuda matérias como comunicação e expressão, antropologia, direito aeronáutico, teoria de vôo de avião para piloto privado e teoria de vôo de helicóptero.

Há também matérias de gestão de manutenção e operações aeronáuticas e gestão de recursos humanos na aviação. Na parte prática, os alunos passam por treinamento em simuladores de vôo.

“A ideia é capacitar o profissional para atuar em várias áreas além da pilotagem. Por isso, existem algumas disciplinas muito particulares, como o gerenciamento de frota, gerenciamento de operações e manutenção e prevenção de acidentes aeronáuticos, entre outros”, explica Edson Gaspar.

De acordo com o coordenador, o perfil do aluno que procura o curso é bastante diversificado, tendo em comum a paixão pela aviação. Há desde pilotos que já atuam profissionalmente até pessoas interessadas em novas oportunidades no setor, tanto no ar como em terra.

“Existe uma preocupação daqueles que já estão no mercado em melhorar sua formação, visto que as companhias aéreas valorizam cada vez mais a formação superior em aviação civil”, diz Gaspar. “Há também estudantes que pretendem atuar na aviação em funções administrativas diferentes da pilotagem, como coordenação de vôo, planejamento de malha aérea e prevenção de acidentes aeronáuticos”, completa o professor.

Em relação ao mercado, o setor de aviação oscila conforme a economia do país, mas a tendência é de melhoria para os próximos anos, especialmente na aviação regional.

“No Brasil teremos um grande crescimento, especialmente ligados aos planos de incentivo de novos aeroportos. Mas, mesmo nos momentos em que o mercado não está tão aquecido, investimentos em capacitação são sempre justificados”, diz o coordenador da Anhembi Morumbi. “Investimentos em formação superior, formação prática e de línguas são muito bem vistos na aviação, independente do período econômico”, completa.