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Conheça a função do arquiteto corporativo

Mercado de trabalho espera aprovação da entrada de capital estrangeiro

por Marcus Lopes

Oferecer um bom ambiente de trabalho deixou de ser capricho para tornar-se necessidade nas grandes empresas e instituições. Afinal, o planejamento do espaço corporativo provoca reflexos positivos que vão do bom aproveitamento espacial até o bem estar dos funcionários. Por isso, o trabalho do arquiteto corporativo vem ganhando força nos últimos anos, nos mais diversos segmentos.

Esse profissional normalmente é requisitado em locais onde trabalham muitas pessoas em um mesmo local, como bancos, escritórios de advocacia, call centers etc. O projeto é desenvolvido de acordo com as necessidades dos funcionários em relação ao mobiliário, planejamento de espaços e conforto ambiental (tratamento acústico e iluminação condizente).

Há também os locais em que, devido à alta complexidade dos serviços, a atividade do arquiteto especializado é essencial para o bom funcionamento da instituição. É o caso de um hospital, por exemplo, onde o projeto arquitetônico deve seguir as normas e padrões exigidos para uma atividade deste porte.

Arquitetura hospitalar
“Na nossa empresa contamos com médicos e enfermeiros que nos ajudam a fazer a ‘tradução’ das necessidades dos usuários desses ambientes”, explica a arquiteta especializada em arquitetura hospitalar Iside Miamoto Falzetta, de 47 anos.

Sua empresa, a L + M, desenvolveu diversos projetos arquitetônicos importantes, como a nova torre do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo.  Ela também atende a hospitais da Unimed espalhados por todo o País. Segundo Iside, o trabalho é dividido entre a prancheta e as diversas normas que regem o funcionamento de um complexo hospitalar.

“É preciso cuidar para que todo projeto esteja dentro das regras estabelecidas pela Anvisa, prefeitura local, Corpo de Bombeiros e todas as exigências legais pertinentes”, diz.

Mercado de trabalho
O mercado de trabalho, segundo a arquiteta, vive na expectativa da aprovação da entrada de capital estrangeiro no setor da saúde, aprovada no inicio deste ano pelo governo federal. “A tendência é de crescimento, pois o setor não teve incentivos proporcionais ao crescimento populacional durante muitos anos. A falta de leitos e atendimento básico é uma realidade no interior do Brasil”, comenta.

Ela dá dicas para quem pretende seguir a área: “vivencie sua arquitetura, vá à obra e acompanhe o dia-a-dia da instituição que você vai atender”, afirma Iside, que já lecionou na cadeira de arquitetura hospitalar na Universidade São Camilo durante três anos.

Já o arquiteto e professor da FAU-USP Siegbert Zanettini não gosta de delimitar áreas específicas da arquitetura. Para ele, a especialidade ocorre naturalmente dentro da profissão. “Cabe ao arquiteto atender com clareza e profundidade qualquer tipologia. A especialidade ocorre quando o arquiteto, durante sua atividade ao longo do tempo, realiza vários projetos de uma mesma tipologia”, afirma Zanettini.