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Anestesiologia: tudo para amenizar a dor alheia

Profissional conta como a demanda por essa área aumentou

por Guss de Lucca

Um dos avanços que mais impactou as especializações médicas com o passar dos séculos foi a anestesia. A possibilidade de diminuir ou mesmo eliminar a dor sofrida por um paciente durante um procedimento fez com que seu profissional, o anestesiologista, se tornasse indispensável dentro de hospitais e clínicas.

“A anestesiologia é uma das especialidades que cresceu bastante nos últimos anos porque hoje os pacientes não toleram nenhum tipo de dor. Muitos são anestesiados para fazer procedimentos no dente ou mesmo biópsias, que antigamente eram executadas apenas com a anestesia local. Como as pessoas querem dormir a ação de uma anestesia é necessária”, explica George Miguel G. Freire, anestesiologista do Hospital Albert Einstein, de São Paulo.

“Muitos leigos acham que o anestesiologista não é médico. Acham que é um segmento à parte, fora da medicina, mas é uma especialização médica sim – você faz a graduação e depois se dedica a essa área”, conta Freire, cujo interesse pela especialidade surgiu pouco depois de sua formação.

O médico atuou inicialmente atuando dentro de centros cirúrgicos, onde o anestesiologista é membro importantíssimo da equipe, pois se responsabiliza pelo bem estar do paciente durante e depois do procedimento, atentando não somente para a dor, mas também para o controle de pressão, temperatura e frequência cardíaca.

“Dentro do centro cirúrgico o anestesiologista tem que saber tomar ações imediatas. Diferente do clínico, que aguarda pelo retorno do paciente, o profissional precisa de uma resposta rápida”, conta Freire, que vê na tranquilidade uma das principais características do bom profissional.

“O anestesiologista tem que ser uma pessoa focada, tem que prestar muita atenção no que está fazendo. É uma tarefa repetitiva. Ele precisa checar todo o material – e aí a calma e a disciplina ajudam. Geralmente ele é o cabeça quando um evento grave ocorre com o paciente. Se não tiver essa tranquilidade para pedir as coisas vai acabar prejudicando a equipe”, completa.

Freire afirma que com o tempo o anestesiologista se apoderou da área de controle de dor, migrando do tratamento da dor pós-operatória e se especializando no tratamento da dor crônica. Além disso, com o aumento do campo de atuação as oportunidades para esses profissionais cresceram.

“Antigamente oftalmologista e endoscopista atuavam sem anestesia, por exemplo. Hoje eles preferem que o anestesiologista esteja presente. Isso fez com que praticamente as escolas que formam profissionais dobrassem nos últimos anos”, avisa Freire aos interessados em fazer parte desse universo.

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*O dia do anestesiologista é comemorado em 16 de outubro.