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Traçar estratégias: o barato do consultor Pedro Zanni

Por Fabíola Lago

Dias antes de iniciar um processo de planejamento estratégico em uma empresa, o consultor Pedro Zanni, sente um “frio na barriga”. E acha isso muito bom. Aliás, acredita que quando essa sensação sumir será hora de repensar sua carreira. Administrador, consultor por opção, Pedro gosta mesmo é de discutir estratégias empresarias com CEOs das empresas.

Mestre em Administração com foco em Estratégias Empresariais (FGV), doutorado em curso, Pedro Zanni é sócio da Nodal Consultoria e têm se diferenciado por dar asas às empresas na hora de repensar seu futuro, novos negócios e abrir possibilidades sem medo da inovação.

Vindo de uma família com bisavô, avô e pai empreendedores, é bem possível que o “tino comercial”, o “jeito para negócios” estivesse mesmo no DNA do garoto. Aos 10 anos, Pedro Zanni vendia chicletes importados na escola. “Era um chiclete vendido somente em Alphaville e todo mundo queria onde eu estudava. Intuitivamente, já sabia que desejo e exclusividade eram fatores para precificação”, brinca.

Preferiu Administração a Engenharia, embora gostasse de Matemática e fosse a profissão do pai.  Cursou Administração na FGV e conseguiu seu primeiro emprego como gerente em uma indústria. Mas o que mais curtia não eram as tarefas diárias, mas discutir estratégias da empresa. Decidiu que seria consultor. E discutiria estratégias com empresários, presidentes de empresas e apoiá-los nas suas decisões. E planejou sua carreira para isso.

Em 2003 entrou no Mestrado em Administração com foco em Estratégia Empresarial e começou a trabalhar com consultores mais experientes e apoiar processos para ganhar expertise. Desde essa época, ser funcionário estava fora de cogitação. Queria autonomia. Somado à vida acadêmica, com mestrado em curso, Pedro também começou a lecionar na FAAP em 2005 e pouco mais tarde, na própria FGV.

O primeiro grande “frio na barriga” chegou com o desafio de discutir o Planejamento Estratégico da área jurídica da General Electric, em 2005. De lá para cá, Pedro passou por duas consultorias e hoje é sócio da Nodal, fruto de um forte amadurecimento com professores da Fundação Dom Cabral, todos na mesma faixa etária, afinados com a mesma proposta e visão empresarial.

Em seus dez anos de atuação já realizou projetos de consultoria em empresas como JBS, Grupo Boticário, Votorantim, Pepsico, General Electric, Microsoft, Kraft Foods, Grupo Abril, Sony Pictures, Intermédica, Conglomerado Battistella, VAGAS.com e dezenas de outras organizações.

Haja frio na barriga. Em sua carreira e na própria Nodal, Pedro tem conseguido oferecer uma consultoria diferenciada e é isso que atrai empresários, CEOs e diretores. “Existem grandes consultorias, globais de muito renome no mercado. No entanto, costumamos ouvir de nossos clientes que quando eles querem refletir sobre o futuro, pensam em nós para apoiá-los. Nos destacamos pelo ambiente de abertura que criamos para pensar outras possibilidades, novos negócios, sem medo da inovação. Escutar os vários desejos dessas lideranças é o que a Nodal faz de diferente”, avalia o jovem consultor.

Segundo Pedro, existe uma forte preocupação por parte das empresas em discutir suas estratégias, aventar possibilidades de negócios e isso se deve à velocidade com que mudam os cenários econômicos, as inovações tecnológicas. E sua missão nesse sentido é “observar a floresta”, não somente a árvore. E lançar a pergunta: e agora, o que vamos fazer?

Fala Pedro – “Administração é a Ciência Humana aplicada às organizações”. Quando somos estudantes não internalizamos a devida importância às pessoas dentro das empresas. Você percebe isso com o tempo. Pessoas querem ser desafiadas, querem participar da estratégia da empresa. E quanto mais felizes, mais lucratividade.