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O primeiro emprego ninguém esquece

Gerente continua na mesma empresa após 20 anos e sonha com carreira

por Silvia Pimentel
fotos por Newton Santos

O primeiro  emprego a gente nunca esquece. Ainda mais quando é único. É o caso do gerente da loja do McDonald’s da Praça Panamericana (zona oeste de São Paulo), Fábio Roberto de Lima, que ingressou na empresa como atendente de lanchonete aos 15 anos. Hoje com 35, ele comanda uma equipe de jovens e almeja subir mais um degrau em sua carreira, passando a atuar na área de consultoria dentro da mesma empresa.  “Gosto muito do que faço porque o trabalho é desafiante, além de poder contar com um plano de carreiras interessante”, diz.

Tudo começou quando o então estudante do primeiro ano do ensino médio decidiu procurar um trabalho.  Ao participar de um processo seletivo em março de 1994, e de ser aprovado, Lima começou a atuar na loja da Rua Augusta. Dois anos depois, veio a primeira promoção, quando passou ao cargo de coordenador de equipe, o primeiro degrau de nível gerencial no McDonald’s. O cargo atual de gerente  veio depois de vários treinamentos, em 2011.

Fábio Roberto de Lima McDonald's gerente primeiro emprego

O primeiro emprego é algo desafiador também para quem contrata. Da primeira oportunidade de trabalho aberta para Lima até os dias atuais, muita coisa mudou.  E nesse intervalo de duas décadas, a internet, por exemplo, fez toda a diferença, pois abriu outras portas e oportunidades interessantes para quem procura emprego pela primeira vez.

Preparando-se para o mercado
“Hoje, não é mais possível a um candidato ao primeiro emprego apontar  a falta de dinheiro por não feito um curso de línguas, quando existem vários cursos de inglês grátis na internet”, explica o diretor da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH), Luiz Edmundo Rosa.  Além de uma boa apresentação na primeira entrevista, é preciso se preparar para o mercado, o que inclui conhecer bem a empresa onde se quer trabalhar. Do outro lado, o contratante tem a missão de detectar talentos que agreguem valor à empresa. E como fazer isso sem qualquer referência ou histórico de trabalho anterior?

De acordo com diretor da ABRH, na hora de contratar, as empresas cada vez mais analisam o grau de motivação e interesse já na primeira entrevista. Os entrevistadores querem saber, por exemplo, os feitos do jovem antes de pensar em procurar um emprego, como otimizou o tempo antes disso, se fez algum trabalho voluntário, se pratica esportes, se gosta de leitura. “O uso construtivo do tempo  na adolescência pesa muito na decisão de quem está contratando”, reforça o consultor.