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Turismo emprega milhões de profissionais no Brasil

Por Lucia Helena Corrêa

O turismo é uma das atividades que, em escala mundial, mais ampla e profundamente movimentam a roda da economia. Somente as operadoras e agências de viagens, em primeiro plano na foto, faturam algo em torno de R$ 4 bilhões por ano e empregam cerca de cinco milhões de pessoas.

Mas, quando se analisa o perfil da indústria na extensão total, estamos falando na mobilização de quase 60 outros setores. Por exemplo? Os meios de hospedagem – hotéis, pousadas, resorts etc. –, que geram ocupação para outros três milhões de trabalhadores. Sem falar na enorme cadeia que une e ajuda a mover os transportes, nos vários modais (aéreo, marítimo, rodoviário, ferroviário e fluvial), os mais sofisticados sistemas de telecomunicações e as atividades de caráter cultural, nas várias regiões, tais como a gastronomia, artesanato e folclore.

Tudo isso e muito mais ajuda a compor a bilionária engrenagem do turismo. Tudo isso gera emprego! A OMT (Organização Mundial de Turismo) calcula que, hoje, um em cada onze integrantes da população economicamente ativa, nos diferentes países, está ligada à indústria do turismo.

Flávio Dino Embratur

Turismo representa 3,6% do PIB, destaca Dino

“Com cerca de 3,6% do PIB (Produto Interno Bruto), indicador que representa a soma de todas as riquezas produzidas num país, o turismo emprega cerca de dez milhões de brasileiros”, calcula o presidente da  Embratur, Flávio Dino.

As estatísticas são diversas e apresentam, em sua maioria, rigor científico na elaboração das estatísticas. O Boletim de Desempenho Econômico, elaborado pela Fundação Getúlio Vargas, por encomenda do Ministério do Turismo (Minitur), analisando o desempenho da indústria nacional, em 2013, a partir de entrevista com 713 empresas, calcula que, no conjunto, as agências de viagens, meios de hospedagem, operadoras de turismo, organizadoras de eventos, parques e atrações turísticas, transporte aéreo e turismo receptivo fecharam o terceiro trimestre com receita de apenas R$ 7,9 bilhões e 67,8 mil empregados.

Outro estudo, do MTE (Ministério do Trabalho e Emprego), projeta a geração de 16 mil novos postos de trabalho pela indústria brasileira de turismo, no ano passado. Somente no primeiro semestre, o setor admitiu mais de sete mil pessoas. A maior contribuição se deve a abertura de hotéis e restaurantes.

A julgar pela mediocridade dos números, teria sido impossível repetir, até dezembro de 2013, os excepcionais resultados de 2012, quando, segundo 9ª Pesquisa Anual de Conjuntura Econômica do Turismo (Pacet), também por encomenda do Minitur, a indústria de turismo, considerando todos os elos da cadeia, teria faturado R$ 57,6 bilhões, empregando 115 mil pessoas.

Mas a boa notícia é que, em setembro passado, ainda segundo o Minitur, empresários de sete segmentos projetavam investimentos que, na média, equivaleriam a 14,6% da receita do ano – boa parte deles, na capacitação e contratação de mão de obra, para garantir, em 2014, a qualidade dos serviços durante a Copa do Mundo, bem como nas Olimpíadas, de 2016.

Salários – Logo, a despeito da leviandade dos números, se você pretende buscar um lugar nesse gigantesco mercado de trabalho, a hora é esta! Os salários variam de dois salários mínimos, para faxineiros, camareiras e recepcionistas de hotéis, sem o segundo idioma (Inglês ou Espanhol), e atendentes juniores, nas agências e operadoras de viagem.

Os profissionais que ocupam cargos mais graduados (veja a lista de funções criada pela seção paulista da Abav – Associação Brasileira de Agências de Viagens), na diretoria ou gerência, ganham de cinco a dez salários, dependendo do perfil do empregador, num mercado em que 70% dos agentes e operadores de viagens, por exemplo, são de micro e pequeno porte. A tabela salarial deve engordar, porém, alimentada pela mais inexorável das leis de mercado: a lei da oferta e da procura, quando vierem os megaeventos e faltarem profissionais habilitados, ante o déficit projetado de 25%.

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