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Salários: quem vai ganhar mais em 2018

Em 2017, o volume de contratações apresentou ligeira alta, com os salários permanecendo sem grandes variações e o mercado ainda preocupado com os cenários econômico e político. Para 2018, as perspectivas da empresa de recrutamento Robert Half são otimistas.

Isso não significa que conseguir um emprego será fácil.

Segundo Fernando Mantovani, diretor geral da Robert Half, existe uma diferença entre o que o empregador busca e o que os candidatos têm a fornecer. Para ele, os profissionais em busca de recolocação ou dispostos a fazerem movimentos na carreira devem realizar uma boa leitura do mercado.

É preciso se perguntar o que as empresas estão buscando, quais as habilidades técnicas e as competências comportamentais mais exigidas e se preparar.

Confira a seguir como se comportaram os salários em 2017 e quais são as perspectivas para o próximo ano segundo o Guia Salarial 2018 publicado pela Robert Half.

Salários: como foi 2017 e como deve ser 2018

ENGENHARIA

Na área de Engenharia, ganham destaque os profissionais com perfis comerciais, mais analíticos, com flexibilidade e jogo de cintura. Isso porque as empresas estão ampliando as áreas de vendas para de conquistar novos clientes, mercados e aumentar o market share.

De forma geral, os salários em Engenharia devem apresentar grandes variações de um ano para o outro, tanto para cima quanto para baixo. A variação negativa relevante em diversos cargos, aliás, é uma característica específica deste segmento.

As maiores oportunidades devem se concentrar em supply chain e vendas técnicas. O salário do gerente de vendas técnicas, por exemplo, é o que deve obter maior crescimento no próximo ano.

Em Pequenas e médias empresas, ele ganha entre R$ 15 mil e R$ 22 mil e deve se valorizar 8,1%, segundo a Robert Half. Em empresas grandes, onde o salário já fica entre R$ 16 mil e R$ 28 mil, a valorização deve ser de 6,8%.

Por outro lado, a maior desvalorização deve ocorrer na Indústria, em que o salário para o cargo de Gerente de Planta de grande empresa deve ter redução de 16,7%.

FINANÇAS E CONTABILIDADE

A pressão para melhorar o desempenho e as margens (50%), junto com a falta de recursos (40%), está entre os principais desafios dos CFOs, o que aumenta a responsabilidade e importância dos profissionais da área.

A procura por profissionais voltados para projetos e investimentos, para as áreas de Relações com o Investidor e Fusões e Aquisições, deve ser retomada. As empresas buscarão pessoas com resiliência, que saibam lidar com pressão, tenham perfil conciliador e flexibilidade e sejam multitarefas.

Além disso, com a entrada em vigor da Lei Anticorrupção (Lei no 12.846/2013), em 2014, e diante do maior rigor e fiscalização das empresas com relação a fraudes e corrupção, o profissional de compliance nunca esteve tão em alta.

Em geral, os salários nesse setor devem se manter estáveis no próximo ano. Destaque para a valorização de 7,3% que o Analista de Finanças Corporativas Júnior deve receber.

JURÍDICO

Nos últimos anos, as áreas de contencioso e recuperação judicial geraram bastante trabalho e grande volume de contratação. Recentemente, as áreas empresariais – societário, fusões e aquisições, contratos – voltaram a ganhar espaço, tendência que deve ser mantida em 2018.

Além disso, profissionais da área tributária estão sendo demandados tanto no contencioso quanto no consultivo.

Além disso, de acordo com o Guia Salarial, a demanda por contratações, principalmente na área de compliance e governança corporativa, está crescendo.

Os salários devem aumentar nessa área de forma geral. A maior valorização – entre 8% e 9,4% – ocorre no cargo de Advogado Júnior da área Trabalhista Contencioso.

MERCADO FINANCEIRO

As contratações no mercado financeiro têm apresentado uma retomada e as maiores oportunidades estão em Fintechs, meios de pagamentos, fundos e áreas de crédito. Esta última, inclusive, tem demandado muitos profissionais com conhecimentos específicos, como análises financeiras profundas, operações de reestruturação e fluência no inglês para operações e relatórios globais.

De acordo com o Guia, as empresas buscam profissionais com atitude de dono, que se sintam responsáveis pelo negócio como se fosse deles. Além disso, a área comercial traz boas oportunidades para frentes corporativas e segmentos “private”.

“No mundo digital, a bola da vez são as áreas de Customer Experience e Digital Innovation que têm mostrado aquecimento, principalmente por conta da preocupação do setor em inovar, atrair e, principalmente, reter clientes”, afirma o relatório.

A maior valorização neste segmento deve ocorrer no cargo de Analista de Crédito e Risco, que ganha entre R$ 5,5 mil e R$ 14 mil e deve passar a ganhar entre R$ 6,2 mil e R$ 14,8 mil, com aumento de 10,5%.

RECURSOS HUMANOS

Neste segmento, o destaque é para o setor de Remuneração e Benefícios, focado em estruturar cargos e salários e em elaborar pacotes atrativos de benefícios.

Um dos maiores desafios para os profissionais da área – e que tem gerado cada vez mais interesse nas empresas – é a habilidade de circular em diversas frentes. Por isso, é importante ter um conhecimento especializado em alguma área, mas o profissional ideal é o que tem jogo de cintura para colaborar com o todo, se adaptar a mudanças e atender a todas as demandas.

Não à toa, o Gerente de Recursos Humanos – Generalista de grandes empresas é quem deve ser mais valorizado, com aumento de 7,8% no salário. Colado a ele, está o Gerente de Remuneração e Benefícios, este de pequena e média empresa, que deve se valorizar em 7,7%.

SEGUROS

A função de analista de compliance, listada entre as profissões em alta em 2017, segue aquecida em função do momento e das adequações do mercado à Lei Anticorrupção (Lei no 12.846/2013), que pune empresas envolvidas em práticas de corrupção.

O mercado ainda está incerto, mas há expectativa de retomada de investimentos em infraestrutura, que podem reaquecer a área de riscos de engenharia. Frentes de atuação relacionadas a ramos elementares de forma geral e resseguro também têm ampliado as contratações.

De forma geral, os salários em Seguros devem crescer consideravelmente em relação aos outros segmentos. O Diretor de Atuarial deve ser o mais valorizado no próximo ano, com crescimento de 10,2% no salário que hoje fica entre R$ 17,5 mil e R$ 33,5 mil. A segunda maior valorização, de 9%, é do Diretor de Resseguros.

Para se sobressair na área, além de uma boa formação, principalmente nas áreas de engenharia, administração e ciências atuariais, o profissional ideal deve ter muito jogo de cintura, boa comunicação, visão estratégica, atitude de dono.

TECNOLOGIA

O profissional de tecnologia que as empresas procuram é analítico, trabalha na resolução de problemas e atua como parceiros de negócios.

Posições que revertem em venda e receita, como aquelas ligadas a Business Intelligence (BI), Big Data e Transformação Digital, são as mais aquecidas.

Cloud computing também tem demandado profissionais especializados.

Além disso, a figura do CSO – Chief Security Officer está cada vez mais presente em grandes corporações, o que tem proporcionado uma valorização desse profissional. Entre 2009 e 2017, por exemplo, os salários aumentaram, em média, 9% ao ano. Para 2018, a expectativa é de valorização de 17%.

Nas startups também estão aquecidas as posições de desenvolvimento, principalmente para ambientes iOS e Android, além de desenvolvimento de aplicativos. Muitas empresas vêm adotando metodologias ágeis de desenvolvimento, com equipes multifuncionais sem hierarquia, organizadas por produto.

Isso originou novas funções, como o PO, que é o profissional responsável pelo produto, o Scrum Master, que responde pelo planejamento tático das tarefas, e o Agile Coach, que utiliza sua experiência para atuar como mentor nos projetos.

VENDAS E MARKETING

Esta área vem se transformando ano a ano. Atualmente, têm mais oportunidades os profissionais que enxergam a união entre o Marketing e a Tecnologia e já conseguem utilizar ferramentas de dados para obter insights e guiar sua tomada de decisão. Também é preciso ter noções básicas de temas como social analytics, SEO e até conceitos de IoT (internet das coisas).

Os salários na área devem se manter estáveis, variando, em média, 2% para cima e até 1% para baixo.

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