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Recursos Humanos: valorizados e estratégicos

Gestores tiveram de contornar desafios e evitar a evasão de talentos em 2014

por Fernanda Bottoni

Este foi um ano complexo para profissionais da área de Recursos Humanos. Por um lado, eles se depararam com um cenário de redução de custos e investimentos. Por outro, tiveram de lidar com a constante necessidade de implantar ações estratégicas para o futuro das empresas.

Resultado: gestores de RH foram essenciais para contornar os desafios e, ao mesmo tempo, evitar a evasão de talentos. “Considerando que o cenário atual requer maior complexidade na gestão de pessoas, a área de RH deve analisar o histórico dos indicadores de recursos humanos e as causas dos problemas, propondo as soluções necessárias para aprimorar a gestão de talentos, alinhadas às necessidades da organização em relação ao capital humano, preferencialmente com uma visão de médio e longo prazos”, afirma Fabio Mandarano, gerente sênior da área de Consultoria em gestão de Capital Humano da Deloitte.

Toda essa transformação também teve impacto sobre a remuneração desses profissionais. “À medida que o segmento necessita de pessoas cada vez mais preparadas, com formação, experiência, idiomas e competências, o profissional fica mais valorizado, trazendo também uma melhoria na remuneração”, diz o especialista. No entanto, segundo a Pesquisa de Remuneração de 2014 da Deloitte, o salário médio de um Diretor de Recursos Humanos ainda está um pouco abaixo (7,5%) dos diretores das demais áreas.

A diferença é notada também quando analisamos os números do Guia Hays/Insper de Salários 2014/15. Tomando São Paulo como base, um Diretor/VP de Recursos Humanos ganha de R$ 20 mil a R$ 45 mil em empresas de grande porte. O salário de um Diretor industrial fica também chega a R$ 45 mil, mas começa na casa de R$ 26 mil e o do Diretor Financeiro/CFO parte de R$ 32 mil.

O que vem por aí – Segundo a Hays, para 2015, a perspectiva é de implantação de projetos pontuais, originados principalmente pela reposição de profissionais e não pela aprovação de novos headcounts. “As empresas terão como desafio encontrar diretores de RH que entendam o contexto socioeconômico do País, revertendo em ações práticas para a empresa no dia a dia”, diz o relatório. Ou seja, a área de recursos humanos precisa de pessoas estratégicas, que conheçam bem o business e estejam alinhados aos objetivos da empresa. Você está preparado para isso?

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