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Que tal uma pós-graduação em Toy Design?

Belas Artes vai oferecer especialização voltada ao desenvolvimento de produtos

por Heloisa Valente
foto por Newton Santos

A partir de fevereiro de 2015, a Belas Artes, em São Paulo, vai oferecer pós-graduação em Toy Design, especialização voltada ao desenvolvimento de produtos para a área de manufatura de brinquedos e jogos no Brasil. O curso Toy Design: arte, criação e negócio é o primeiro desse gênero no País e tem como propósito o fortalecimento criativo da indústria nacional. Uma opção interessante para quem está procurando qual profissão seguir ou está atrás de dicas de carreiras.

Alexandre Perroca, idealizador e coordenador do curso, explica que a ideia é atrair profissionais interessados em valorizar os aspectos lúdicos dos brinquedos, seja na criação de produtos ou em sua aplicação na vida das pessoas. “O mercado nacional está carente de projetos dessa natureza. Por isso, acreditamos que o curso possa suprir, em médio e longo prazo, essa lacuna da indústria”, afirma.

Ele vislumbra um cenário promissor nessa área, já que o Brasil vive um momento de pouca produção e de muitos licenciamentos de marcas. “Somos um mercado vendedor e de grande potencial de consumo.”

Por aqui, a indústria de brinquedos movimenta anualmente algo em torno de R$6 bilhões, contemplando uma população de 63 milhões de crianças e adolescentes. Já nos Estados Unidos, por exemplo, a movimentação chega aos US$22 bilhões para um universo de 77 milhões de consumidores nessa faixa etária.

Laboratórios de criação
“Esses números, guardadas as devidas proporções de mercado, nos leva a acreditar que há muito a ser explorado no Brasil. Mattel, Hasbro, Disney, Lego, entre outras marcas, têm laboratórios de criação que fomentam suas vendas mundiais e essa estratégia também pode ser desenvolvida por aqui”, prevê Perroca.

A pós-graduação vai contemplar incubadoras de projetos viáveis à indústria nacional.  Segundo o coordenador, promover o empreendedorismo com iniciativas que tenham por base a inclusão de pessoas nesse universo de brinquedos e jogos é um dos desafios.

Ele ressalta que essa visão humanística deve ser repensada e contemplada pela indústria. “Os idosos e as pessoas com algum tipo de deficiência formam um público a ser melhor explorado. Nesse contexto, os brinquedos e jogos são ferramentas para a socialização, reabilitação e desenvolvimento.”

Especialistas
O curso é direcionado a profissionais graduados em diversas áreas como desenho industrial, arquitetura, design gráfico, de produto e embalagens, marketing, engenharia de manufatura e outros interessados em atuar nesse segmento de mercado. Áreas como Pedagogia e Psicologia são outras que podem trabalhar conjuntamente.

Perroca comenta que a procura pela pós tem sido por profissionais mais velhos, em torno dos 40 anos. “É um perfil de público maduro que busca uma especialização inovadora e que explore soluções para a qualidade de vida das pessoas”, comenta. A previsão é que a primeira turma deva reunir um grupo entre 15 e 25 participantes.