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Prós e contras de ficar anos na mesma empresa

O que não pode é ficar acomodado e com medo de sair da zona de conforto

por Heloisa Valente

O mundo corporativo vê com bons olhos o profissional que fica por muitos anos em uma mesma empresa? Para analisar essa situação, conversamos com Julio Sergio Cardoso, diretor de uma consultoria que leva seu nome e professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV). Ele diz que a prática pode ser interpretada por aspectos positivos e negativos.

O primeiro deles é o grau de fidelidade de ambas as partes, tanto pelo lado do empregado como do empregador. Na opinião dele, ficar por um longo período na mesma companhia demonstra essa característica, extremamente importante em um ambiente competitivo como o nosso. Por outro lado, acarreta ao colaborador a falta de experiência em busca de desafios de mercado.

Segundo Cardoso, permanecer por menos de três anos em várias empresas seguidas pode demonstrar um profissional não comprometido com a organização e que tenha dificuldade de adaptação. Já aquele que fica por mais de cinco anos é valorizado pelo fato de ser mais assertivo em suas escolhas.

No entanto, Cardoso ressalta que não há fórmula mágica que determine um bom período que o profissional deva permanecer em cada empresa. Mas há uma regra simples: enquanto ele estiver satisfeito com o desempenho de suas funções e enxergar crescimento para a sua carreira não há problema algum. “O que não é aceitável é ficar acomodado e com medo de sair dessa zona de conforto”, explica.

Valorize o velho, mas busque o novo
Encarar novos desafios é sempre saudável à vida corporativa, por isso, Cardoso recomenda que anualmente os profissionais façam uma reflexão sobre o que querem da sua carreira. “A análise deve partir da satisfação ou não com o atual emprego e passar por perspectivas salariais, processos de trabalho e oportunidade de ampliar seu relacionamento no mercado.”

A partir daí, vale a motivação pelo cargo atual ou a busca por mudanças. Na opção pelo velho, segundo ele, só não pode é ficar por muitos anos no mesmo posto. “Essa condição demonstra um profissional que tem medo do novo e isso é prejudicial”, comenta. Por outro lado, a perspectiva futura deve sempre estar acompanhada do entusiasmo com a nova organização e com o papel a ser desempenhado.

E se a escolha pelo novo não trouxer a satisfação esperada, podemos voltar ao velho? O especialista afirma que sim. “Nessa hora vale a honestidade de assumir o erro da escolha e ativar a habilidade da negociação com o antigo chefe”, explica.

Cardoso diz que essa é uma situação bem comum no universo corporativo e que as empresas estão acostumadas a lidar com o momento. “Isso não é mal visto no mercado. Pelo contrário, é motivo de valorização para as companhias, uma vez que o profissional que saiu teve a chance de comparar os ambientes de trabalho e optou por aquele que julgou melhor”, analisa.

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