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Petróleo e gás: chances de recuperação em 2015

Crise da Petrobras não foi único obstáculo enfrentado pelo mercado em 2014

por Fernanda Bottoni

2014 foi definitivamente um ano difícil para o mercado de Mineração, Petróleo e Gás. Para começar, claro que os escândalos envolvendo a Petrobras afetaram profundamente o setor. “Ela é a grande empresa do segmento, quando suspende investimentos ou atrasa cronogramas, todo mercado sente”, afirma Giovanna Dantas, gerente executiva da Michael Page.

Essa, no entanto, não foi a única barreira que a área enfrentou em 2014.  “A mudança no modelo regulatório postergou a maioria dos grandes projetos”, diz Giovanna. Além disso, algumas empresas que estavam contratando entraram em crise e, para completar, houve a descoberta de gases não convencionais nos Estados Unidos, o que também diminuiu os investimentos por aqui e piorou a situação do mercado.

Toda essa situação foi sentida na pele pelos profissionais da área. “Houve um enorme número de demissões desde o final de 2013. Só o grupo X, de Eike Batista, demitiu mais de mil pessoas, e todas as empresas de serviços relacionados à cadeia de petróleo e gás acabaram demitindo porque o custo delas com pessoal é muito alto”, afirma a especialista.

Engenheiros de custos
Neste momento de crise, ela afirma que as empresas acabaram valorizando os engenheiros de custos, por exemplo. “As companhias começaram a olhar muito para dentro, tentando fortalecer finanças e rever despesas”, explica.

Para 2015, ela não tem dúvidas de que as coisas não voltarão aos níveis de 2012 e 2013, quando houve o boom do setor e se falava em apagão de talentos e falta de mão de obra para suprir a demanda do mercado. No entanto, ela acredita que o cenário deva ser bem melhor que o encontrado em 2014. “Não vai ser um ano em que vamos voltar a trabalhar fortemente, mas acredito que as empresas devem começar a buscar bons profissionais para se preparar para 2016, quando o mercado deve, sim, voltar a ter muitos projetos na fase de exploração, que é a que mais movimenta as contratações”, afirma.

Salários – Apesar da crise, os salários nesse mercado continuam extremamente interessantes. Um Diretor de Planta de Mineração ou de Projetos Minerais, por exemplo, ganha entre R$ 40,5 mil e R$ 49,5 mil reais em empresas de grande porte no Rio de Janeiro. O Diretor de Pesquisa Mineral ou Exploração chega a ganhar até R$ 55 mil por mês. Entre os coordenadores da área, os salários ficam entre R$ R$ 16 mil e R$ 20 mil.

Em Petróleo e Gás, as cifras são ainda maiores. um Diretor Industrial e de Projetos tem salário de cerca de R$ 60 mil. Um Gerente de Exploração e Produção ganha cerca de R$ 50 mil. O Gerente de Contrato, cerca de R$ 30 mil, e um Gerente de Produção, cerca de R$ 35 mil. Os números são do Guia Salarial Hays Insper 2014/2015.

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