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Pesquisa sobre as mulheres no trabalho

Resultados mostram como elas querem evoluir na carreira

por Fabíola Lago

É sempre bom lembrar que o Dia Internacional das Mulheres é comemorado não porque elas são lindas, cheias de curvas e apaixonadas. Foi um terrível fato em uma fábrica têxtil, durante uma greve por melhores condições de trabalho, a qual morreram 129 mulheres que marcou o dia 8 de março como um dia de luta. Os donos da empresa trancaram as portas para impedi-las de parar de trabalhar. E como estão as mulheres no trabalho atualmente?

A VAGAS.com realizou uma pesquisa com 1500 mulheres empregadas e os resultados são bem interessantes. A mulherada quer crescer profissionalmente. E rapidinho! Plano de carreira, PLR, promoção nos próximos dois anos e investimento em educação são os principais desejos das mulheres no trabalho. A pesquisa apontou que 54% das mulheres mudaram de emprego nos últimos dois anos, 47% delas para cargos acima da posição anterior, 39% foram promovidas. Dessas, 43% dominavam um idioma. E 82% pretendem mudar de empresa caso não sejam promovidas nos próximos dois anos.

O que atrai as mulheres no trabalho?

O que mais atraem as mulheres são fatores como o desenvolvimento profissional com 52%; remuneração, com 33% e flexibilidade de horário, também com preferência de um terço dessa população. Aprendizagem é o quarto atrativo, com 31%. As mulheres querem investir em sua qualificação profissional.

Sobre os benefícios mais atrativos oferecidos pelas empresas, a surpresa é a PLR, com 61% das preferências, atrás somente da assistência médica (77%). Em terceiro, vale alimentação (49%) e em quarto lugar auxílio educação com 23%. A flexibilidade de horário é o desejo de 33% das profissionais. Das mulheres que extrapolam a jornada de oito horas por dia (46%), 47% afirmam que sua vida pessoal é prejudicada em consequência desse expediente.

Os cargos e as classes

O universo da pesquisa é composto majoritariamente por mulheres que atuam em cargos de suporte à gestão (analistas, assistentes) e 23% em cargos de coordenação e gerência; 37% são bachareladas e 34% pós-graduadas. As casadas compõem 31% e as solteiras 41%. Pertencem à classe A, 15%; com salários entre R$ 4.419 e R$ 12.926; classe B, com 44%, salários entre R$ 2.565 a 4.418 e 32% da classe C, com salários entre R$ 1.024 a R$ 1.541.

A carreira

Perguntadas sobre a importância do trabalho em suas vidas, 100% responderam que é “muito importante” ou “importante”. Apenas 1% deixaria de trabalhar para cuidar da família. A pós-graduação está na mira de 17% das pesquisadas. Recebem apoio dos parceiros (marido, namorado ou noivo) para suas carreiras 59% das entrevistadas. Esse apoio pode ser emocional, o estímulo à continuidade dos estudos ou na divisão das tarefas domésticas.

Apesar do forte investimento em suas carreiras, a maioria das mulheres no trabalho não querem assumir cargos de alta chefia, apenas 8% tem essa ascensão como meta. Essa é inclusive uma tendência, onde os profissionais – independente de gênero – tem preferido ascender como especialistas, gestores de projetos, mas não como altos executivos das organizações.

 

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