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PCDs sofrem bullying no trabalho

57% dos profissionais com deficiência já sofreram esse tipo de abuso

Se você acha que bullying é só uma palavra da moda que ganhou eco nas conversas dos adolescentes, preste atenção nos dados do estudo Inclusão Sustentável, realizado por VAGAS.com e Talento Incluir, que ouviu 4.319 pessoas.

Maioria dos PCDs já sofreu bullying

Segundo o levantamento, quatro em cada dez pessoas com deficiência já sofreram algum tipo de discriminação no ambiente de trabalho. Desse total, 57% disseram que foram vítimas de bullying, 12% relataram encontrar dificuldades para serem promovidos e 9% contaram que já passaram por isolamento e rejeição do grupo.

Para Rafael Urbano, coordenador da pesquisa na VAGAS.com, o resultado merece bastante atenção. “Apesar de a Lei de Cotas completar 25 anos, ainda hoje tem muita gente que não sabe respeitar o profissional com deficiência”, lamenta.

O estudo também perguntou aos profissionais com deficiência o que precisa ser melhorado em sua inserção no mercado. Um terço (34%) respondeu que as empresas precisam dar mais oportunidades para pessoas com deficiência. Para 21%, é necessário melhorar a qualificação dos próprios profissionais com deficiência para que eles possam competir igualmente com outros profissionais. Para 15% é preciso aplicar a Lei de Cotas mais efetivamente.

Falta de suporte de RHs e empresas

O estudo abordou ainda a percepção desse público em relação dos profissionais de Recursos Humanos. Mais uma vez, o resultado foi preocupante. Para 58% dos respondentes, a área de RH não está preparada para contratar pessoas com deficiência. “Essa é a área que mais precisa estar próxima do profissional com deficiência porque, sem essa proximidade, o trabalho desse profissional pode ficar comprometido”, diz Tabata Contri, coordenadora da pesquisa pela Talento Incluir.

Segundo o estudo, apenas 22% dos entrevistados tiveram apoio da área de Recursos Humanos em necessidades ligadas à deficiência. Para 14% deles, a ajuda foi com adaptação do mobiliário ou de equipamentos. Outros 28% disseram que não houve apoio e 50% afirmaram que não precisaram de ajuda.

 

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