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PCDs buscam desenvolvimento profissional

Tema do Enem traz à tona discussão sobre dificuldade de pessoas com deficiência no mercado de trabalho

 

O tema da redação do Enem 2017, “Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil”, trouxe à tona a discussão sobre a dificuldade que as pessoas com deficiência enfrentam para entrar e se desenvolver no mercado de trabalho.

PCDs estão preocupados com desenvolvimento profissional

Recentemente, o estudo Inclusão Sustentável, realizado por VAGAS.com e Talento, por exemplo, mostrou que 66% dos entrevistados têm dificuldade para encontrar oportunidades adequadas ao seu perfil profissional. Baixos salários também foram citados por 40% dos respondentes. Também figuraram entre as principais dificuldades ausência de plano de carreira, lembrada por 38%, e falta de acessibilidade, citada por 16%.

Para Rafael Urbano, coordenador da pesquisa na VAGAS.com, as três dificuldades mais apontadas pelos entrevistados mostram que a maior preocupação das pessoas com deficiência no mercado de trabalho é ter melhores condições de desenvolvimento profissional. “Essa questão está acima da própria falta de acessibilidade”, avalia ele.

Maioria foi promovida e está empregada

Outro dado interessante fornecido pelo estudo é que 60% dos entrevistados já foram promovidos. Do total de pessoas ouvidas na pesquisa, 52% estão empregadas e 53% estão há mais de 10 anos no mercado de trabalho. Os PCDs trabalharam, em média, em cinco empresas e a maioria – 84% – nunca esteve afastada por motivos relacionados à deficiência. “Isso mostra que esse profissional é comprometido e disposto a encarar desafios e adversidades em sua jornada de trabalho”, conta Rafael.

Entre os desempregados, 61% relataram que estão fora do mercado há menos de um ano. Entre os principais motivos estão o fato de não terem se identificado com a empresa ou a função (17%), salário (13%), ausência de plano de carreira (13%) e problemas de saúde (9%).

O levantamento ouviu 4319 pessoas. Entre os respondentes, a maioria é formada por homens (62%), solteiros (51%), que não possuem filhos (56%) e estão empregados (52%). Do total, 58% afirmaram possuir deficiência física, 26% auditiva, 19% visual, 7% intelectual e 9% pessoas reabilitadas pelo INSS.

 

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