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O segredo de um trabalho gratificante

Um dos principais aspectos é buscar um bom relacionamento com o chefe

por Heloisa Valente

“A vida corporativa é como um casamento. Se você não está feliz com ela, há grande chance de todo o resto virar um inferno”, afirma o especialista em gestão de pessoas Eduardo Ferraz. Ele ainda diz que a vivência no local de trabalho tem que ser gratificante e não uma obrigação. Mas como conseguir isso?

Eduardo comenta que a maioria das empresas no Brasil são consideradas pequenas e médias e boa parte delas tem menos que 100 funcionários. Nesse contexto, não é raro conviver com chefes que são os donos do negócio. “Aqui está a primeira tarefa para quem busca um trabalho gratificante: é fundamental ter bom relacionamento com o chefe. Afinal, ele é o coração da empresa”, afirma.

Para que esse relacionamento seja bom e recíproco o dono precisa entender de pessoas, buscando aprimorar sempre a sua gestão para ser o principal ponto de motivação da sua equipe. “Pelo lado do colaborador é essencial que ele construa um ambiente saudável, pois é lá que ele passa 70% do seu dia”, ressalta.

Itens motivacionais do trabalho

Segundo Eduardo, quando refletimos sobre a satisfação no trabalho, cinco itens motivacionais devem ser levados em consideração:

  • Dinheiro;
  • Segurança e estabilidade;
  • Aprendizado contínuo;
  • Reconhecimento e feedback;
  • Autorrealização.

A combinação desses elementos gera motivação e dá base para o desenvolvimento profissional. Se um dos pontos não for ao encontro daquilo que esperamos, é hora de rever a carreira e o local onde estamos inseridos.

Maturidade e paciência

Eduardo conta que a felicidade no trabalho é uma consequência da maturidade profissional. “Quanto mais experientes nos tornamos, mais satisfeitos estamos com aquilo que desempenhamos. Mas essa maturidade não vem de uma hora para outra. Estudos revelam que são necessárias mais de dez mil horas de trabalho para atingirmos esse patamar”, comenta.

Na prática, entre cinco e dez anos são suficientes para analisar a escolha profissional e o direcionamento da carreira. “Saber o que se quer da vida e o que a empresa pode nos oferecer são fundamentais para perceber se expectativas e objetivos caminham juntos.”

Outro aspecto que deve ser levado em conta é a paciência. “No mercado de trabalho as coisas nem sempre andam na velocidade que esperamos”, diz Eduardo. Fica a dica para a geração Y, já famosa por não ter muita paciência e mudar com mais frequência de emprego. “Menos de dois anos em uma empresa pode não ser suficiente para refletirmos sobre os itens motivacionais.”

 

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