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O aumento das mulheres executivas

Estudo mostra o crescimento das mulheres em cargos mais altos nas empresas

por Flavia Pegorin

O rosto da massa corporativa de hoje em dia vem sendo gradualmente redesenhado. E está ficando bem mais belo com os contornos femininos que vem ganhando. De acordo com um estudo veiculado pela revista Harvard Business Review, as mulheres vêm, cada vez mais, entrando para as esferas mais altas no topo das maiores corporações do mundo.

Embora o nível de executivo sênior permaneça dominado por homens, as mulheres ocupam quase 18% das posições mais importantes em empresas de acordo com um artigo da edição “Fortune 100” – especial da revista Fortune sobre as cem melhores empresas para se trabalhar. O tema central do artigo, “Quem tem os melhores empregos”, examinava as trajetórias de carreira, níveis de educação e a diversidade entre mil executivos de alto nível. Tudo isso é uma mudança notável desde 1980, quando nenhuma – de novo, nenhuma! – das empresas da edição “Fortune 100” tinha mulheres sentadas naquelas poltronas de couro nos escritórios com as melhores vistas do prédio.

O estudo foi baseado em pesquisas de Peter Cappelli, professor de Administração da Wharton School da Universidade da Pensilvânia, e Monika Hamori, professora de Gestão de Recursos Humanos da IE Business School, em Madri, além do apoio de Rocio Bonet, professor assistente do mesmo curso de Hamori.

Os resultados sobre as mulheres

A pesquisa mostrou que funcionários carreiristas (aqueles que permanecem por muitos anos nos quadros da mesma empresa) mantiveram-se como o tipo mais comum de empregado no que compete às 20 companhias mais bem cotadas do mundo – como a General Motors, onde Mary Barra, que chefiava o desenvolvimento de produto global e que soma uma carreira de mais de 30 anos na corporação.

No entanto, Mary, essa pioneira das montadoras de veículos (ela é a primeira mulher a comandar uma gigante do gênero), é uma exceção entre suas colegas – hoje, de acordo com a pesquisa, as mulheres estão mais propensas a trabalhar nas áreas de serviços financeiros, saúde, varejo e produtos de consumo. Mas Mary Barra, por outro lado, é o reflexo de quanto tempo normalmente os executivos levam para subir nesse ranking.

O estudo constatou que leva em média 28 anos para que as mulheres consigam chegar às posições de topo de carreira (o que é ligeiramente menor do que a média de 29 anos para os homens). As mulheres também são promovidas mais rapidamente, em uma média de quatro em quatro anos, em comparação com cinco em cinco anos para os homens.

“Mas nós pudemos ver um grande declive na questão das promoções para as mulheres que estão na metade de suas carreiras”, diz o professor Cappelli. “Isso pode indicar que as mulheres que sobrevivem a essa fase são muito mais capazes que as outras – ou então as corporações as promovem de propósito, como que apostando no sexo feminino”. De um jeito ou de outro, o cenário parece azul para as destemidas aspirantes a altas executivas.

Curiosidade

Um adendo para inspirar as futuras chefonas. Estas são as cinco mulheres mais influentes do mundo dos negócios segundo a revista Forbes. E elas não comandam negócios fáceis de lidar:

  1. Indra Nooyi (PepsiCo);
  2. Irene Rosenfeld (Mondelēz International);
  3. Ellen Kullman (DuPont);
  4. Chanda Kochhar (ICICI Bank);
  5. Ho Ching (Temasek).

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