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Para eles, a felicidade está no fundo do mar

Por Fabíola Lago

Qual é a sua paixão profissional? Com o que você gostaria mesmo de trabalhar?

Muitas pessoas dizem que essa é uma pergunta retórica e que fazer o que gosta é para poucos e sortudos. Será mesmo ou apenas depende de um planejamento?

Quando André Gusson fez seu primeiro curso de mergulho na Ilha dos Meros, em Parati (RJ), saiu da água decidido: seria instrutor.

“Eu já fazia mergulho de caça há dois anos, mas aquela foi uma sensação única. Eu não queria somente mergulhar, queria ser instrutor para multiplicar essa experiência com outras pessoas.”

Isso foi há 13 anos. Gusson, formado em Engenharia Mecânica e executivo da indústria farmacêutica, passou a investir em sua formação para uma segunda carreira. Isso foi há 13 anos.

Hoje, Gusson é um dos 704 instrutores trainers do mundo, o 14º no país. Ou seja, forma novos instrutores de mergulho recreativo. Em 2009, abriu uma escola, a Immersioni, com outros sócios apaixonados por mergulho. Mantém a carreira como executivo, mas a cada dia mais convicto de que em breve essa será sua atividade principal.

CTO da Netshoes, Rodrigo Nasser também foi “mordido pelo bichinho do mergulho” durante um curso e acabou se apaixonando pelo esporte. Virou sócio da Immersioni e contribui principalmente com estruturação do negócio, planejamento de marketing e administração de finanças. Mas também ajuda na organização das aulas em mar aberto, recepção de novos alunos e já está fazendo a formação para se tornar também instrutor. Mantém as duas atividades paralelas como diretor de tecnologia e empreendedor.

“O mergulho é um esporte sem competição. É preciso ter atenção ao outro, a cooperação é imprescindível quando você está no fundo do mar, tem que se comunicar por sinais e compartilhar de outro tipo de experiência.”

A Immersioni

Segundo Gusson, o objetivo não é financeiro: é disseminar um esporte que eles acreditam que traz uma outra percepção sobre o mundo e os valores. Até o momento, 226 pessoas já passaram pela Immersioni. E o vínculo criado é muito maior do que as horas compartilhadas no curso, virou um ponto de encontro entre amigos, de troca de experiências e aprimoramento do esporte.

“Todos ajudam em todas as tarefas: instrutores, alunos, sócios. Não há hierarquia. Fazemos os lanchinhos, preparamos os equipamentos”, orgulha-se Gusson da cultura da escola.  A missão da Immersioni é proporcionar acesso ao esporte, dentro de padrões de segurança internacionais, com o devido preparo teórico e prático. Por isso mesmo, outro diferencial são suas condições de pagamento: tudo pode ser negociado se a pessoa deseja fazer o curso mas tem limitações financeiras.

Com sede própria, a Immersioni será a primeira escola de mergulho do país com uma piscina construída para este propósito, com uma profundidade de 4,7 m, entre outros detalhes técnicos. Quem quiser saber mais ou ensaiar um mergulho, é só conferir mais informações no site da escola.