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Home-office é bom ou ruim?

Diferentes empresas e colaboradores discutem sobre a modalidade

por Flávia Pegorin

Ficar de pijama até meio-dia, jamais precisar de sapato engraxado ou saia passada a ferro, atacar a geladeira sempre que quiser, poder trabalhar ouvindo música. Eu mesma sou adepta do home-office há muitos anos e acho que vale desmistificar um pouco a nova modalidade de trabalho.

O home-office vai de cada profissional

home-office funciona diferente para cada tipo de profissional que decide adotá-lo. Uns se adaptam bem demais, conseguem se organizar, cumprir prazos, ter a liberdade desejada para criar e ainda desfrutar de um tempo livre (aquele que seria gasto no trânsito, por exemplo). Outros não se adaptam jamais, sentem falta dos colegas, da reunião que decide rapidamente as pendências, no horário tradicional (e até da máquina de cafezinho do corredor).

Fazer home-office é uma questão muito pessoal. Para aqueles que trabalham em empresas, fazer uso do serviço remoto alguns dias (ou vários dias) por semana é uma situação que gera muita discussão. O home-office se tornou muito forte com a virada do milênio, quando o modelo de empresa moderna entrou. A maior liberdade com horários e a busca apenas por resultados – viessem eles da mesa do escritório ou do sofá da casa do funcionário – aumentaram essa liberação de pessoas para trabalhar à distância.

Exemplos do mercado de trabalho

Faz alguns anos que o Yahoo, que foi um dos pioneiros no apoio ao home-office, baniu completamente a modalidade. A CEO Marissa Mayer mandou que o pessoal do trabalho caseiro voltasse imediatamente aos escritórios e acabou com ele. Outras empresas seguiram a onda do desestímulo ao serviço remoto, como a BestBuy, alegando o mesmo que o Yahoo – pesquisas internas mostravam que o rendimento dos colaboradores tinham caído demais. Na contramão, outras empresas mantiveram o pé firme na defesa do home-office para alguns cargos dizendo que rendimento ruim é coisa de funcionário ruim.

Michael Haaren, especialista no assunto, diz que as áreas de criatividade, finanças, saúde e tecnologia, especialmente, estão vendo uma explosão de funcionários em home-office. Ele vai além: acredita que, em muitas profissões dessas áreas, os melhores salários são de pessoas que trabalham em casa.

Enfermeiras licenciadas, segundo ele, chegam a fazer US$ 1.100 semanais – ajudando pacientes, via telefone ou internet, com seus medicamentos, dando conselhos sobre tratamentos e saúde em geral. Professores já são contratados exclusivamente para dar aulas online por empresas do setor, assim como consultores financeiros já recebem propostas de empresas como a Intuit.

O Wall Street Journal jogou mais lenha na fogueira. Em uma reportagem, o jornal entrevistou diretores de grandes empresas que comandam seus negócios. De uma sala imensa em Nova York? Do alto de um edifício em Tóquio? Não, dos seus próprios lares!

O futuro

Notícias dos dois lados não dizem qual será exatamente o futuro do home-office. Para evitar deslocamentos e investimentos em espaço físico vale a pena as empresas apoiarem a ideia? Ou entregar um smartphone ao funcionário não é mais garantia e vale a pena tê-lo sempre ao alcance da vista? O mercado de trabalho parece dizer que só dará certo, em todo caso, o modelo que for vantajoso para ambas as partes.

 

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