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Gestor de RH zela pelo futuro da empresa

Área se prepara para 2020, quando haverá declínio da força jovem de trabalho

por Guss de Lucca
Oferecimento: FGV

Foi-se o tempo em que o gestor de RH só precisava se preocupar com a entrada e a saída de funcionários de uma empresa. Cada vez mais esse profissional está ligado à definição de onde a companhia quer chegar e que perfil de colaboradores farão com que isso se torne realidade.

Coordenadora do Núcleo de Estudos em Organização de Pessoas da Fundação Getulio Vargas, a professora Maria José Tonelli acompanha com bons olhos o crescimento do cargo de gestor de pessoas nas grandes empresas. “É o profissional que se alinha às estratégias do negócio e faz um desenho para que elas sejam alcançadas”, explica ela, ressaltando a importância de sua presença – mesmo que não física – em todos os processos do departamento.

“Um diretor de recursos humanos, do meu ponto de vista, tem que se ocupar desde a entrada de um colaborador, passando pelo seu desenvolvimento, até o dia do desligamento – nem que seja indiretamente”, diz a professora, cujo papel na FGV inclui o acompanhamento de pesquisas práticas que envolvem a área de gestão, muitas vezes ao lado de empresas atuantes no mercado.

RH do futuro
Uma das pesquisas contou com parceria da Price e teve foco no envelhecimento da força de trabalho. Encaminhamos questionários para mais de 400 empresas por meio do banco de dados da consultoria e coletamos informações sobre como os RHs estão se preparando para o ano de 2020, quando começaremos a ter um declínio da força jovem de trabalho e aumento de trabalhadores maduros”, comenta.

Questionada sobre a receptividade do mercado para profissionais de gestão de pessoas, Maria José acredita que esses profissionais estão sempre em alta, independente do momento econômico. “Se o mercado está bom, as empresas estão recrutando. Se não está tão bom, as empresas estão revisando suas estruturas. E o gestor de pessoas está sempre presente, em qualquer cenário.”

A formação especializada continua sendo o principal requisito para aqueles que desejam crescer nesse mercado, não importando se já possuem graduação em outras áreas, como administração e psicologia.  “É importante dominar conhecimentos distintos exigidos pelo mercado, como questões trabalhistas e cenários de negócios”, completa a professora.

Seguindo modelos de países como Canadá e Inglaterra, onde é preciso fazer cursos específicos para poder trabalhar com gestão de pessoas, a FGV desenvolveu cursos de curta duração que visam suprir a demanda por bons profissionais. “Eles ensinam políticas e práticas contemporâneas de recursos humanos, fornecendo uma noção de todas as áreas específicas que juntas compõem a gestão de pessoas.”