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Empregos em alta de 2014

Por Flávia Pegorin

Falar sobre oportunidades para o futuro, as carreiras que serão “a última bolacha do pacote” em dez ou vinte anos, muitos podem falar. Mas quem precisa de um “alívio imediato”, quem quer abraçar os empregos mais promissores antes mesmo de o Brasil marcar o primeiro gol da Copa, já tem pistas a seguir: dois grandes especialistas em carreira, a empresa CareerBuilder e um de seus “braços”, a Economic Modeling Specialists Intl., identificaram recentemente as ocupações que se mostram em alta para já.

Os peritos destacaram as carreiras que cresceram em média 7% de 2010 até 2013 nos Estados Unidos – e que deverão crescer em 2014 em todo o mundo. Os dados foram coletados a partir de mais de 90 fontes federais e estaduais, entre elas escritórios de estatística e os órgãos ligados ao setor de emprego na América do Norte.

“Além de níveis salariais mais elevados e taxas de crescimento sólidas, o que muitos desses trabalhos têm em comum é a atual escassez de talentos”, diz Matt Ferguson, CEO da CareerBuilder e co-autor do livro “The Talent Equation”.

O recrutamento de mão de obra qualificada em áreas especializadas, como tecnologia da informação e cuidados de saúde, tornou-se altamente competitivo. A lista abaixo mostra os trabalhos que mais cresceram e que já alcançaram a fama de mais bem pagos para 2014:

1. Desenvolvedores de Software (aplicativos e sistemas);
2. Analistas de mercado e especialistas em marketing;
3. Especialistas em treinamento e desenvolvimento;
4. Analistas Financeiros;
5. Fisioterapeutas;
6. Desenvolvedores de projetos para a web;
7. Peritos em logística;
8. Administradores de Banco de Dados;
9. Planejadores de convenções e eventos;
10. Tradutores e intérpretes;
11. Engenheiros de Petróleo;
12. Analistas de segurança da informação.

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2014 promete ser melhor, de fato. Os recentes bons resultados de mercados de ações e aumento no número de vagas de trabalho nos países mais ricos, dizem os especialistas, são sinais de que a economia mundial está se reforçando (levando muitos economistas a acreditar que o crescimento do emprego continuará e o ano vai ser mesmo uma boa oportunidade de “virada”).

Essa perspectiva veio como uma boa notícia para países que vinham sofrendo com o desemprego, como os Estados Unidos e parte da Europa: lá já se espera que profissionais que estavam no esquema “meio-período” voltem a ter empregos de melhor qualidade e em tempo integral.

“O que nós notamos é que a recuperação vai mudar de marcha e, principalmente, que os empregos de melhor nível voltarão a aparecer”, diz Sophia Koropeckyj, diretora da Moody’s Analytics, especialista em avaliação de carreiras. A economia dos EUA, ela explica, ainda enfrenta problemas significativos, mas a tendência é de mudança – para muito melhor – no horizonte profissional.