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Decepcionado com o novo emprego? E agora?

Desmotivação no trabalho novo pode ser comparada a fim de namoro

por Heloisa Valente

A decepção com um novo emprego pode ser comparada ao fim de um namoro que não deu certo. A analogia é de Renata Wright, gerente executiva da divisão de RH da consultoria Michael Page. Ela diz que a situação se encaixa perfeitamente no mercado de trabalho e comenta que essa é uma realidade muito comum de acontecer.

“Os jovens da geração Y lideram o ranking das pessoas mais decepcionadas com um trabalho novo. Isso acontece porque a principal motivação deles é o impulso financeiro que a atividade pode trazer”, afirma. Renata explica que assim como no namoro, onde a maior parte das coisas é novidade e desperta curiosidade, a nova rotina tem que ser motivadora. Caso contrário, deve ser repensada.

“Mas antes de mudar de emprego é preciso fazer a lição de casa”, avisa. “Fundamental em uma entrevista é que sejam solucionadas todas as dúvidas em relação às funções a serem desempenhadas e, mais do que isso, é imprescindível que o profissional se veja inserido dentro da cultura organizacional da nova empresa, inclusive analisando perspectivas para sua carreira”, conta.

Por fora, ela ressalta que uma dica para tentar evitar a decepção é conversar com pessoas do mercado sobre a futura companhia e a respeito dos profissionais que lá estão, com os quais muitas vezes você deverá se relacionar. Também utilizar as mídia sociais ajuda na hora de levantar informações úteis sobre a realidade a ser encontrada no novo ambiente corporativo.

“Com essa análise prévia, as chances de descontentamento com o novo emprego são consideravelmente menores”, pondera. Mas mesmo assim ela pode acontecer. E nesse caso, o que fazer?

Contornando a situação
De acordo com a especialista, conversar com o gestor ou líder da equipe sobre a impressão negativa com o trabalho pode ser uma estratégia para contornar a situação. “A troca de informações é importante para descobrir junto com eles pontos que sejam favoráveis à permanência por lá e à trajetória profissional.”

Igualmente fundamental, diz ela, é ter em mente que no mercado de trabalho não há crescimento sem sofrimento. “Como em tudo na vida há altos e baixos e é necessário ter maturidade para suportar momentos muitas vezes desfavoráveis em prol de um objetivo maior que é o plano de carreira”, analisa.

E é nesse último quesito que o profissional deve estar focado, explica Renata.  “Ter bem claro quais são seus objetivos profissionais ajuda na tomada de decisões, mesmo que essa atitude possa ser a de sair do novo emprego para outro mais recente ainda”, diz.

O que vale, acrescenta, é pesar na balança uma série de itens que favoreçam seu desenvolvimento profissional e não apenas avaliar o ganho financeiro. “Isso pode ser momentâneo, ao passo que as outras questões ajudam a trilhar um caminho de satisfação profissional”, conclui.