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Contratações: o que as empresas vão fazer em 2015

Mais de 50% delas devem aumentar quadro de funcionários no ano que vem

por Fernanda Bottoni

Este foi um ano cheio de desafios para o Brasil e – consequentemente – para os profissionais e o mercado de trabalho em geral. Primeiramente, tivemos a Copa do mundo, que, para a maioria das empresas, acabou se tornando um desafio para manter a produtividade. Depois, vieram as eleições, que deixaram os mercados em clima de suspense. Mas como o mercado de trabalho vai se comportar no ano que vem? Quais são as expectativas com relação a contratações, demissões e salários?

Essas e muitas outras questões serão respondidas nas próximas semanas no nosso Especial de Cargos e Salários, baseado no Guia Salarial Hays Insper 2014/15, divulgado recentemente. Serão dois posts semanais e na próxima quinta, dia 20, você vai saber como estão ganhando os profissionais de Finanças e Contabilidade. Hoje você confere alguns números que já indicam como a economia deve se portar em 2015. Exemplo disso é que 56% das empresas consideram aumentar o número de colaboradores no próximo ano.

Dificuldade com o ambiente econômico – Em 2013, 16% das empresas afirmaram lidar com dificuldade com o ambiente econômico. Esse número subiu para 28,70% nesse ano.

Mercado de trabalho difícil – A quantidade de profissionais que avaliam o mercado de trabalho como difícil também subiu de 13,66%, em 2013, para 34,18%, agora em 2014. Para 66,79%dos mais de 8 mil entrevistados, a maior dificuldade do Brasil é a falta de confiança na economia.

Menos demissões – A boa notícia é que as empresas aparentemente já estavam preparadas para enfrentar os desafios impostos por 2014.  Uma boa notícia é que apenas 47,9% das empresas participantes da pesquisa tiveram que realizar demissões em 2014 – contra 60,85% das empresas que afirmaram ter realizado demissões em 2013.

Mais um dado interessante é que em 74,39% das empresas não houve congelamento salarial.

Mais contratações – Outra boa notícia é que 56% das empresas consideram aumentar o número de colaboradores em 2015. A fatia é menor do que era em 2013, quando chegou a 60%, mas ainda assim é animadora.

Expectativas salariais elevadas – O estudo também revelou como as empresas agem diante de um candidato que consideram ideal, mas que tem uma expectativa salarial muito elevada. Sabe o que elas fazem? São basicamente três caminhos: 37,3% tentam compensar o salário com benefícios, 36,16% simplesmente desistem do candidato e a menor parte, 26,54%, fazem uma proposta de acordo com a expectativa salarial do profissional.

Mais cuidado com as movimentações – Por outro lado, os profissionais também passaram a tomar mais cuidado com as movimentações de carreira, que andavam de fato um tanto exageradas nos últimos tempos. Em 2013, 62,54% afirmaram que existia grande rotatividade no setor. Neste ano, eles são apenas 35,63%.

Isso não quer dizer, no entanto, que eles estejam dispostos a ficar na mesma empresa. Entre os profissionais, 79,17% mostram-se interessados em uma nova oportunidade de carreira e, entre eles, 35,30% afirmam que o principal motivador é uma melhor perspectiva de crescimento na organização. Detalhe: entre os profissionais inclinados a aceitar uma mudança, 59,29% ainda não iniciaram suas buscas.