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Conheça alguns profissionais do Carnaval

Pessoas que trabalham fazendo roupas, sambando ou exportando o samba

por Fefa Costa

“Na cadência bonita do samba” pessoas transformaram sua paixão pelo ritmo, adereços, cores e vibração do Carnaval em profissão de fé, suor, dedicação e muita competência. Carreiras brilhantes que, por vezes, passam por incógnitas no universo reluzente de uma festa que gera renda e demanda o ano inteiro.

Segundo o Censo Samba Paulistano de 2013, para que uma escola de samba ou bloco carnavalesco desfile na avenida, só em São Paulo, mais de 4 mil pessoas precisam colocar a mão na massa. São esses profissionais que fazem a festa acontecer. Costureiras, aderecistas, pintores, escultores e um contingente de pessoas, muitas vezes sem formação específica ou especialização, acabam compondo a equipe do e ajudando em várias frentes.

Na capital paulista, as 78 escolas de samba e blocos carnavalescos que disputaram alguma das sete categorias do Carnaval de 2013, informaram que, somadas, investiram R$55,7 milhões na produção artística do espetáculo. O valor é R$7,4 milhões superior ao informado para o Carnaval de 2012. Investimento e geração de emprego que somam pontos no quesito “maior espetáculo da terra”.

O Carnaval carioca é considerado o maior do mundo. O também carioca Cordão da Bola Preta e o pernambucano Galo da Madrugada já entraram para o livro dos recordes como os maiores blocos do planeta. Tudo isso é resultado da criatividade, empenho de profissionais e a vocação natural do brasileiro à alegria.

Avenida: a vitrine do Carnaval

Carnaval: carnavalesco Nilson Lourenço

Com mais de 20 anos de carreira dedicados exclusivamente ao Carnaval, Nilson Lourenço é a festa em pessoa. “Lembro-me das minhas perninhas penduradas no parapeito do viaduto, vendo o desfile das escolas de samba passar na Avenida Tiradentes. Não lembro minha idade certa, era nos anos 70. Mas recordo perfeitamente que a escola era a Vai-Vai”.

Em 88, a grana estava curta e para não perder a folia, Nilson fez sua própria fantasia. Foi o maior sucesso. No ano seguinte, chegaram os primeiros pedidos. “Sempre gostei de adereços. Em 89, eu tinha várias encomendas de fantasias para fazer e isso acabou se transformando na minha profissão. Hoje faço fantasias para festas de diversos lugares do mundo e figurinos com tema de dentro e fora do Carnaval”.

Aos poucos, Nilson retomou sua vocação natural de carnavalesco. Vê os desfiles como o momento de mostrarem a produção de um ano e a criatividade característica da festa. “A avenida é uma grande vitrine para os profissionais e artistas do Carnaval.”

Rainha o ano todo

Carnaval: rainha Andressa Telles

Vinda de uma família dedicada ao samba, Andressa Telles foi rainha do Carnaval santista de 2013. Além de tocar instrumentos de percussão, Andressa é dona de um sorriso perfeito. Afinal, a rainha também é recepcionista de um consultório odontológico.

A perfeição, no entanto, não fica apenas no sorriso. Ela mantém uma rotina rígida para dar conta do trabalho e da realeza. “Por isso tem que estar com o corpo, a postura e a simpatia em dia. Mas não me acomodo, tenho que ralar.”

As rainhas das grandes cidades brasileiras têm compromissos durante o ano inteiro do reinado. Festas e eventos que divulgam a cultura carnavalesca dentro e, algumas vezes, fora do país. Ao lado do Rei Momo – o rei da folia – e da princesa, no mito da corte do Carnaval, a rainha é a guardiã da chave que abre as portas da cidade nas festas.

Carnaval exportação

DCarnaval: produtor de eventos Danniel Nobile Okamotoanniel Nobile Okamoto é formado em Mecânica Industrial, Bacharel em Desenho Industrial e pós-graduado em Gestão de Negócios em Entretenimento. Entretenimento? Pois é, Danniel e sua equipe são expoentes do Carnaval exportação. “Conheci em 2005, antes disso mal sabia que existiam escolas de samba. Me casei com a Camila Basilio Okamoto, vice-presidente de uma das maiores escolas de samba de São Paulo, a Sociedade Rosas de Ouro. Ela quem me apresentou a esse fantástico mundo.”

À primeira vista, os carros alegóricos chamaram sua atenção. O interesse pelo processo construtivo e estético das alegorias rendeu uma experiência de dois anos coordenando a montagem de carros e fantasias no barracão. Junto com a esposa, Danniel ficou à frente do departamento de evento da Rosas de Ouro, com agenda intensa de compromissos internacionais.

Danniel é o criador da Dahouse, empresa especializada em eventos com temática carnavalesca, e responsável pelo portal “O Carnaval de São Paulo”, onde reuniu todo acervo que conseguiu levantar em seus estudos. Ele ainda promove a festa em Gana e Zimbábue e foi convidado em participar do Samba Festival de Coburg, na Alemanha, um dos maiores festivais da Europa.

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