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Colaboradores são alvos do endomarketing

Ações das empresas para engajar o público interno.

por Heloisa Valente

Sem sombra de dúvidas, o maior ativo das empresas são as pessoas. Por isso, atrair, reter e engajar colaboradores na causa das companhias tem sido um desafio para as áreas de comunicação e recursos humanos. Independente do tamanho das organizações, cuidar da gestão de pessoas e de toda a informação que circula nas empresas são regras básicas na construção de um ambiente saudável, onde os funcionários têm orgulho de participar.

E é nessa linha que entram as práticas de endomarketing, cada vez mais difundidas nas organizações dentro e fora do Brasil. Analisa de Medeiros Brum, diretora da Happy House Brasil e especialista no assunto, diz que mesmo em época de crise e redução de custos, as empresas precisam centralizar esforços nessa área para construir uma imagem sólida tanto interna como externamente.

“Mais do que motivar, o endomarketing objetiva o engajamento dos colaboradores. Por isso, estratégias bem definidas ajudam a fortalecer a ligação dos funcionários com a causa principal da companhia. Ele precisa de fato se sentir parte da empresa e acreditar que o seu trabalho pode fazer diferença”, explica.

Ações diversificadas
Na visão da especialista, três fatores são essenciais na construção de um endomarketing bem sucedido: canais de informação, campanhas e ações e líderes. “A combinação desses pontos cria elos importantes na relação que os funcionários têm com as empresas. Independente do tamanho das companhias, ser assertivo no tipo de comunicação e ações executadas junto ao público interno fazem toda a diferença na conquista do engajamento e na qualificação do clima organizacional”, afirma.

Medeiros observa que de uns cinco anos para cá, o papel dos líderes ganhou mais uma atribuição: o de ser um multiplicador das práticas do endomarketing. “É visível essa mudança nas grandes organizações, a de repassar ao líder a missão de conquistar esse comprometimento dos membros de sua equipe”. Ela comenta que vivemos em um período onde fazer mais com menos é regra geral e, por isso, destaca a importância desse novo posicionamento das lideranças.

Também o employer branding tem sido prática bem executadas para atrair e reter talentos. A imagem de uma empresa como boa empregadora, que oferece segurança com salários e benefícios, que tenha um bom plano de carreira e promova equilíbrio entre vida pessoal e profissional culminando com qualidade de vida é tudo o que um profissional busca em sua trajetória. Por isso, diz ela, “construir essa imagem é um diferencial no mercado corporativo”.

Em sua análise, todas essas práticas tem um propósito claro: o de buscar o engajamento dos colaboradores e promover a satisfação no ambiente de trabalho. Questiono, então, se uma empresa conseguir ter todos esses diferenciais ela só deverá atrair e ter pessoas felizes em seu quadro de funcionários. E ela pondera: “felicidade é algo mais amplo, imensurável, que varia entre as pessoas. Se essa empresa conquistar a satisfação do seu público interno já é um excelente resultado. Ele precisa acreditar que o seu lugar é ali”, conclui.